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Coluninha Ouro

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Tal qual a cachaça Coluninha Prata que lhe serve de base esta versão também é repousada.

A diferença na versão Ouro está no uso exclusivo de tonéis de carvalho e amburana.

Este processo lhe confere uma cor amarelo pálido e um sabor muito suave.

Ideal para ser consumida pura, se presta muito bem ao preparo de drinks e coquetéis.


Cor: amarelo claro
Viscosidade: alta
Aroma: cítrico que lembra cana de açucar
Sabor: picante, levemente adocidado.
Madeira: mistura de amburana e carvalho.
Graduação: 40%
Apresentação: garrafas de diversos tamanhos formatos e rótulos.
Fones: +55 31 3435 1201
+55 31 3422 0309
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Paraíso – carvalho

Paraíso - carvalho

A primeira vez que ouvi falar da Cachaça Paraíso foi em referência às maravilhas da culinária mineira encontrada em um dos recantos em que ela é comercializada às margens da rodovia Fernão Dias.

Quando se fala em Minas Gerais não dá para esquecer das comida temperada, doces elaborados e cachaças saborosas.

Toma-se “dois dedos” da bendita para entrar no clima. Vai enroscando a prosa, petiscando um torresmo, “bicando” a marvada, engolindo um caldinho de feijão e fechando com uma “talagada” antes de encarar a refeição.

E como esse é o melhor ritual para se saborear tudo isso, bastou o primeiro “trago” dessa “purinha” e não resisti;  já no sábado preparei uma feijoada e no domingo um frango com quiabo e ora-pró-nóbis. Duas refeições que eram precedidas e acompanhadas de singelos sinais do paraíso gastronômico que essa cachaça nos permite alcançar.

Êêê trem bão!
É minha genética mineira falando em primeira mão.

De amarelo ouro claro obtido pelo repouso por dois anos em tonéis de carvalho, esta garrafa de 2011 exala um suave aroma de cana que compõe  agradavelmente com o sabor levemente adocicado.

Tomando agora o último trago, dá vontade de pegar a estrada e seguir o rumo do meu coração.


Cor: amarela
Viscosidade: média
Aroma: amadeirado
Sabor: levemente adocicado
Madeira: carvalho
Graduação: 38%
Apresentação: garrafas de 700 ml
Fone:  +55 35 3251-1237

Utida

Utida

Essa cachaça me foi presenteada por um amigo de Londrina, grande apreciador e colecionador de cachaças.

Produzida na cidade de Cambará, norte pioneiro do PR, este exemplar é denominada de VERMELHA e compõe uma reserva especial com mais de dez anos de armazenamento em barril de carvalho.

O longo repouso reduziu fortemente a percepção alcoólica, deixando a bebida leve mas com sabor acentuadamente amadeirado que não destaca a madeira indicada, parecendo-se mais com um blend.


Cor: marrom claro
Viscosidade: média
Aroma: amadeirado e suavemente adocicado
Sabor: fortemente amadeirado
Madeira: carvalho
Graduação: 38%
Apresentação: garrafas de 700 ml
Ind e Com de Bebidas Lambari Ltda.
Bairro do Lambari – Caixa postal 267
Cambará / PR

Opa

Opa

Esta pequena garrafa de cachaça do OPA guarda segredos que vão além do sabor que apresenta.

Denuncia uma tendência que vem se tornando comum no mercado de grifes de bebidas, bares e restaurante com impacto direto no comércio de destilados.

Desde que a cachaça passou a ser reconhecida como um produto de qualidade agregado à marca Brasil, reproduzem-se os exemplos da Cervejaria Opa de Blumenau que resolveu acrescentar ao seu portfólio de produtos uma cachaça artesanal de qualidade com o seu nome.

Mesmo sendo um produto sem grande expressão mercadológica, demonstra que o mercado está atendo à popularização da cachaça entre o mercado consumidor exigente.

Produzida a 70 anos pela Cachaça Wruck em Luis Alves/SC, trata-se de uma bebida agradavelmente honesta, leve e discretamente adocicada como é típico das bebidas daquela região.


Cor: branca, levemente amarelada
Viscosidade: média
Aroma: pouco alcoólico
Sabor: adocicado e suavemente amadeirado
Madeira: carvalho
Graduação: 39%
Apresentação: garrafa de 120 ml
Fone: +55 47 3377-0077  /  9963-0242

Velha serrana Ouro

velha serrana ouro

Primeira cidade tombada pelo patrimônio histórico, a cidade do Serro é conhecida pela produção de queijos, um patrimônio imaterial daquela região.

A Velha Serrana é mais um exemplar de cachaça que pretende firmar aquela região como uma importante produtora de boas bebidas, ao par de Salinas e Januária.

Produzida com o apelo histórico da Estrada Real que ligava as cidades mineradoras do império ao porto de Paraty, é uma boa cachaça, mas exige paciência para ser apreciada.

Esta garrafa, do primeiro lote de 2009, apresenta sabor muito doce em contraste com uma leve percepção alcoólica.

O armazenamento em barris de carvalho deixa um gosto amadeirado que confunde e não chega a se destacar.


Cor: amarelo claro
Viscosidade: média
Aroma: alcoólico
Sabor: adocicado e alcoólico
Madeira: carvalho
Graduação: 40%
Apresentação: garrafa de 7o0 ml


Santo Grau – Itirapuã

Santo Grau - Itirapuã

O “projeto” Santo Grau, levado a cabo pela Natique S/A, nos apresenta mais um grande exemplar de boa cachaça obtida em sua busca pelo Santo Graal dos puros destilados de cana de açucar legítimamente brasileiro.

Desta vez, o exemplar nos chega das terras paulistas, mas que por pequena diferença não se confunde com Minas.

É de Itirapuã, município do nordeste de São Paulo, tradicional produtor de cana de açucar.

Como percebido nos outros exemplares da Santo Grau (mineira e carioca) esta também se credencia ao rótulo de controle de origem por ser uma bebida que preserva métodos tradicionais de produção, rígido controle de qualidade e excepcional resultado.

Branca, sutilmente amarelada, gosto de pura cana, picante e levemente alcoólica graças ao amaciamento da conservação em madeira. É cachaça que se bebe sem pressa e com gosto, “estalando os beiços a cada bicada”.

Que esta busca pelo cálice sagrado seja interminável enquanto dure a disposição dos seus empreendedores e a criatividade de nossos alambiqueiros.

Certamente renderá boas cepas de outros estados.


Cor: branca
Viscosidade: média
Aroma: cítrico alcoólico
Sabor: picante, cana-de-açucar
Madeira: carvalho e jequitibá
Graduação: 41%

Apresentação: garrafas de 750 ml

Nega Fulô

Nega fulô

Das terras altas e preservadas da mata atlântica que envolvem Nova Friburgo, centro-norte do estado do Rio de Janeiro, nos chega desde 1977 uma das mais apreciadas e populares cachaças: a Nega Fulô.

O nome é denso em significados.

Negra Fulô é o título de um poema modernista do fluminense Jorge de Lima.

Popularizado, batizou música, grupos musicais, casas de show e sabe-se lá quantas outras expressões da cultura brasileira.

Fulô, aqui tem o significado de “bonitinha”. Assim, Nega Fulô é substantivo da sensualidade maliciosa e da malemolência sedutora da bela mulher afro-brasileira.

Vem daí a inspiração para a garrafa de cerâmica que melhor expressa o espírito da cachaça produzida na Fazenda Soledade. Observada com atenção, lembra uma mulher de ancas fartas com os braços arqueados e a mão na cintura.

Esta garrafa apresenta uma bebida envelhecida em carvalho com aroma adocicado e sabor suave.

Em outras embalagens encontram-se também versões envelhecidas em jequitibá ou ipê.

São aguardentes estandardizadas a partir de uma cuidosa seleção de produtores que passa ainda por uma segunda destilação, rigoroso blend, repouso e filtragem, conforme bem esclarecem as informações disponíveis no site do fabricante.

São cuidados que garantem uma bebida de qualidade superior que sempre surpreende em degustações puras ou nas inúmeras combinações que se preparam nos melhores bares e restaurantes.

Nestes tempos de milícias politicamente corretas, surpreende que não tenham surgido manifestações fóbicas contra o fato de se atribuir o nome de Nega Fulô a uma legítima branquinha.

Ainda bem.


Cor: amarelo claro
Viscosidade: alta
Aroma: suavemente adocicado
Sabor: levemente alcoólico
Madeira: carvalho
Graduação: 43%
Apresentação: garrafas de 700 ml
http://www.fazendasoledade.com.br/

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