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Sapucaia Velha tradicional

Sapucaia Velha - tradicional

Sapucaia Velha é uma cachaça que me traz muitas e boas recordações.

Foi a primeira CACHAÇA (em maiúsculas mesmo) digna do nome, que tive o privilégio de provar quando André Carlos Salzano Masini me presenteou com a coleção completa da série.

Isso foi no distante ano de 2013 e lembro dele ter me contado que a cachaça era produzida, com atenção artesanal, da cana extraída de uma fazenda que teria sido de seu pai.

Hoje nem sei por onde anda esse multitalentoso colega aposentado, escritor, poeta e tradutor. Mas seu site continua vivo em http://www.casadacultura.org/

Guardo a lembrança de ter degustado a Sapucaia em suas versões normal, velha e florida e, graças a seu presente, continuo degustando deliciosas cachaças,

O portfólio da marca cresceu, mas esse post recuperado registra minha grata lembrança nessa versão envelhecida por cinco anos em tonéis de carvalho.


Cor: amarela ouro
Viscosidade: média
Aroma: amadeirado
Sabor: levemente adocicado e picante
Madeira: carvalho
Graduação: 40,5%
Apresentação: garrafas de 700 ml
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Linda

Linda

Contam que essa cachaça ganhou o nome depois que Pedro Conti encantou-se com a beleza desconcertante de uma mulher que viu passeando pela rua. A pedido do irmão e sócio Plínio, esboçou o desenho da musa que estamparia o rótulo da cachaça que em meados dos anos 1950 passaria a fazer parte do portfólio de produtos da Casa Di Conti.

Depois de muito tempo fora do mercado, ela foi relançada em edição numerada e limitada a 55 mil unidades.

A bebida é de um amarelo sutil. Apesar do envelhecimento em tonéis de carvalho, amburana e jequitibá-rosa seu aroma é neutro, mas suficiente para retirar acidez e conferir uma doçura agradável e um sabor levemente picante.


Cor: amarelo claro
Viscosidade: média
Aroma: neutro
Sabor: suavemente adocidado, levemente picante.
Madeira: carvalho, amburana e jequitibá-rosa
Graduação: 43,5%
Apresentação: garrafas de 750ml.

Casa Di Conti – Cândido Mota/SP
http://www.cachacalinda.com.br


Badu

badu

Badu é uma cachaça produzida artesanalmente no simpático Município da Estância Climática de Caconde, extremo noroeste do estado de São Paulo – divisa com o estado de Minas Gerais.

O nome da bebida remete ao apelido de seu produtor, Paulo Badolato, que segue uma tradição de mais de 100 anos de produção iniciada com seus avós imigrantes italianos.

Esta garrafa de 2010 tem cor amarelo claro, levemente esverdeado. Aroma adocicado e amadeirado que lembra sândalo.

O sabor é leve, adocicado com fundo suavemente alcoólico e picante.

Cachaça boa para se beber preguiçosamente pura.


Cor: amarelo claro
Viscosidade: alta
Aroma: adocicado
Sabor: adocicado e alcoólico
Madeira: indeterminado
Graduação: 41%
Apresentação: garrafa de 7o0 ml
Fone: +55 19 3662-1792  /  8171-8862

Engano

Engano

Esta cachaça provei num dos lugares mais aprazíveis que conheci, um restaurante encravado na serra da Mantiqueira, Município de Caconde-SP, a Pizza na Roça. Um lugar de cardápio premiado, com filiais em Poços de Caldas e São Paulo e que deveria ser destino obrigatório de todos os que gostam de comer bem.

Melhor ainda com a companhia que desfrutamos.

Assim foi que provei ali algumas cachaças da terra especialmente agradáveis dada a companhia, o clima, o ambiente e a comida.

Entre elas a cachaça do Engano, produzida de maneira artesanal naquela estância climática. Ficou faltando descobrir a origem de um nome tão inusitado.

A frio, algumas qualidades persistem enquanto outras se desfazem. Esta garrafa de 2011 tem aroma alcoólico e sabor intenso e picante.

O sabor ácido certamente seria amenizado por uma filtragem mais apurada e uma seleção mais rigoroso do coração da destilação.

Mesmo assim, uma interessante opção para acalentar as noites frias da serra.


Cor: branca, levemente amarelada
Viscosidade: média
Aroma: alcoólico
Sabor: adocicado e alcoólico
Madeira: indeterminado
Graduação: 40%
Apresentação: garrafa de 7o0 ml
Fone: +55 19 3662-8374  /  3662-1132

Santo Grau – Itirapuã

Santo Grau - Itirapuã

O “projeto” Santo Grau, levado a cabo pela Natique S/A, nos apresenta mais um grande exemplar de boa cachaça obtida em sua busca pelo Santo Graal dos puros destilados de cana de açucar legítimamente brasileiro.

Desta vez, o exemplar nos chega das terras paulistas, mas que por pequena diferença não se confunde com Minas.

É de Itirapuã, município do nordeste de São Paulo, tradicional produtor de cana de açucar.

Como percebido nos outros exemplares da Santo Grau (mineira e carioca) esta também se credencia ao rótulo de controle de origem por ser uma bebida que preserva métodos tradicionais de produção, rígido controle de qualidade e excepcional resultado.

Branca, sutilmente amarelada, gosto de pura cana, picante e levemente alcoólica graças ao amaciamento da conservação em madeira. É cachaça que se bebe sem pressa e com gosto, “estalando os beiços a cada bicada”.

Que esta busca pelo cálice sagrado seja interminável enquanto dure a disposição dos seus empreendedores e a criatividade de nossos alambiqueiros.

Certamente renderá boas cepas de outros estados.


Cor: branca
Viscosidade: média
Aroma: cítrico alcoólico
Sabor: picante, cana-de-açucar
Madeira: carvalho e jequitibá
Graduação: 41%

Apresentação: garrafas de 750 ml

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