Arquivo da categoria: cachaça

Linda

Linda

Contam que essa cachaça ganhou o nome depois que Pedro Conti encantou-se com a beleza desconcertante de uma mulher que viu passeando pela rua. A pedido do irmão e sócio Plínio, esboçou o desenho da musa que estamparia o rótulo da cachaça que em meados dos anos 1950 passaria a fazer parte do portfólio de produtos da Casa Di Conti.

Depois de muito tempo fora do mercado, ela foi relançada em edição numerada e limitada a 55 mil unidades.

A bebida é de um amarelo sutil. Apesar do envelhecimento em tonéis de carvalho, amburana e jequitibá-rosa seu aroma é neutro, mas suficiente para retirar acidez e conferir uma doçura agradável e um sabor levemente picante.


Cor: amarelo claro
Viscosidade: média
Aroma: neutro
Sabor: suavemente adocidado, levemente picante.
Madeira: carvalho, amburana e jequitibá-rosa
Graduação: 43,5%
Apresentação: garrafas de 750ml.

Casa Di Conti – Cândido Mota/SP
http://www.cachacalinda.com.br

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Jacaré

Cachaça Jacaré

Dia desses um grande amigo, que conhece meu apreço por uma boa cachaça, presenteou-me com uma garrafa de precioso líquido destilado em sua terra natal.

Jacarezinho, no Norte do Paraná, não é conhecida pela sua tradição de produzir boas aguardentes. Mas qual não foi minha surpresa ao apreciar a Cachaça Jacaré.

Suave, leve, saborosa e perfumada, poderia figurar em qualquer carta de cachaças dos melhores bares do mundo. Mesmo assim é uma bebida produzida em escala limitada e destinada a atender os poucos amigos e apreciadores da região.

Pouco consegui descobrir sobre essa rara preciosidade paranaense. Apenas que é uma produção tocada pela segunda geração de uma família, agora responsável por manter os padrões de excelência na produção, aliados a uma satisfatória atualização da embalagem que, infelizmente, não contém informações que permitam sequer localizar o fabricante.

Ainda assim, os que tiverem o privilégio de degustar essa bebida poderão apreciar a satisfação de conhecer uma bebida de qualidade superior que, espero, em breve poderá estar ao alcance de muitos.


Rio do Sul

Rio do Sul

A produção é pequena e tocada em regime familiar. Destoa da vocação regional predominante de produção de grãos. Mesmo assim, e talvez até por isso, garante o sustento e o progresso do núcleo familiar de Loreno Pedron.

Dono de uma pequena propriedade rural na Linha Novo Rio do Sul, município de Mercedes, no oeste do Paraná, ele reservou uma pequena parte de suas terras para cultivar cana de açúcar para abastecer a produção de cachaça artesanal.

Já são mais de dez anos e o produto ganha em qualidade ano a ano.

E o resultado de sua dedicação é uma bebida leve de sabor marcante.

O aroma é levemente alcoólico. O sabor inicial é suavemente adocicado mas entrega um final com maior acidez.

O senão fica por conta da sensação de ter sido repousado em tonéis de madeira antigos.


Cor: amarelo claro
Viscosidade: baixa
Aroma: levemente alcoólico
Sabor: suavemente adocidado, com retrogosto amadeirado.
Madeira: indeterminada
Graduação: 40%
Apresentação: garrafas de 700ml.
Linha Novo Rio do Sul – Mercedes/PR
Fones: +55 45 3256-1442  –  ramal 205 (PABX Rural)

Quintal da Cachaça

Quintal da Cachaça

Já reconhecida como produto sofisticado, a cachaça cativa cada vez mais um público exigente ávido por novidades.

Mas encontrar bebidas novas e experimentar sabores variados sem o aval de especialistas é tarefa cara que não raro gera resultados desapontadores.

Então imagine receber em casa todo mês uma cachaça de alambique selecionada e com controle de qualidade assegurada.

Essa é a proposta do Quintal da Cachaça, o primeiro clube de assinantes de cachaça de alambique do país.

O Quintal conta com o apoio de especialistas que viajam pelo país prospectando boas cachaças de alambique.

Uma vez selecionadas elas são especialmente engarrafadas e distribuída aos assinantes em embalagens com duas garrafas e dois cartões que narram a história, avaliação sensorial, harmonização e outros detalhes relevantes que enriquecem a experiência degustativa.

É uma forma confortável e segura de conhecer exemplares raros e pouco difundidos da bebida oficial do Brasil.

Entrevistei Thiago Tavares, um dos sócios, que fala do empreendimento.

Marcelo Marcio: Como surgiu a iniciativa?

Thiago Tavares: A história toda começou depois de uma viagem que fiz a Paraty. Fiquei bastante impressionado pela relação da cidade com a cachaça e com a variedade de alambiques. Na época, eram 7 alambiques e em dois dias visitei todos!

Quando voltei para Campinas, fiquei pensando na quantidade de produtores, sabores e histórias que estão espalhadas pelo Brasil, envolvidos nesse universo da cachaça. Então, durante uma conversa com  meus atuais parceiros (resposta abaixo), decidimos que iríamos trabalhar a cachaça no modelo de assinatura. Assim, poderíamos ajudar o iniciante e o apreciador a conhecer novos alambiques todos os meses e, ao mesmo tempo, ajudaríamos os produtores a encontrar novos consumidores!

MM: Qual a origem (inspiração) do nome?

TT: O quintal (local da casa) foi onde eu contei pela primeira vez essa ideia aos meus atuais sócios. Era lá também onde sempre nos reuníamos para tomar cachaça ou cerveja, trocar ideias, comer. Naturalmente, acabou virando um lugar de reunião entre os amigos. Parece mentira, mas estávamos tomando cachaça quando começamos a pensar no nome que esse clube teria. Depois de algumas sugestões, alguém disse: “Ué! Quintal da Cachaça!”. A criação do nome foi tão espontânea, que só depois fomos reparar que o quintal é, para o brasileiro, o lugar onde se recebe os melhores amigos e onde se faz churrasco. Ou seja, um lugar de convício social e que combina muito bem com o espírito da marvada!

MM: Qual sua relação com a cachaça? 

TT: Comecei a  me interessar por cachaça de alambique na época da faculdade. Eu tinha um amigo que sempre quando íamos no boteco ele pedia algumas doses da Boazinha ou Seleta, mas até então eu não tinha nenhum conhecimento profundo, só a curiosidade.

No entanto, a cachaça começou a ter um sentido diferente a partir do momento em que comecei a viajar, conhecer os alambiques e as suas histórias!

Recentemente, uma coisa curiosa que me aconteceu por causa da cachaça foi descobrir que meu falecido avô produzia cachaça na década de 1940, na Cidade Gaúcha (PR). Isso me deixou bem surpreso e com uma vontade enorme de investigar mais essa historia!

MM  Como é feita a seleção das bebidas que serão incorporadas ao portfólio?

TT: Nossa seleção acontece em três fases: no primeiro momento a gente faz uma lista de possíveis alambiques que podemos visitar em uma região. Com essa lista em mãos, a gente faz a primeira filtragem entrando em contato com  os produtores para fazer algumas perguntas preliminares, como, por exemplo, se o alambique tem registro no MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Se a reposta for negativa, não damos continuidade; Depois, começamos a melhor parte! Fazemos um roteiro e visitamos todos os alambiques que acreditamos que tenham potencial para fazer parte do clube. Durante a visita, estamos preocupados mais com questões técnicas da produção, a higiêne do local e, claro, as peculiaridades que tornam aquele produto  especial. Recolhemos algumas amostras, que são enviadas para a análise sensorial do Dr. Leandro Marelli, um dos maiores especialistas do país quando se fala em cachaça! Se a amostra for aprovada, avaliamos em qual mês vamos colocar aquele rótulo. Alguns meses depois, o associado irá recebê-lo em casa! Tudo isso garante  a segurança alimentar e uma experiência sensorial única para os nossos associados!

MM: Todas as bebidas são embaladas em garrafas com rótulos exclusivos?

TT: Depende. Alguns produtores já possuem em formato long neck e outros não. Quando eles não têm, aí sim, as bebidas são envazadas e rotuladas exclusivamente para nós. Das cinco seleções que fizemos até agora, duas foram feitas exclusivamente para o Quintal (a Flor da Montanha foi uma delas).

MM: É possível obter kits de degustação anteriores ao ingresso do associado?

TT: Em geral, nós não tentamos manter estoque. Mas, claro, se tivermos disponíveis os kits anteriores, é possível obter, sim!

MM: O que mais você gostaria de comentar sobre a cachaça, sua importância cultural e comercial? 

TT: Acredito que estamos em um bom  momento para redescobrir a cachaça. Nos alambiques que venho visitando, cada vez mais, encontro produtores investindo em novas tecnologias, estrutura e no próprio resgate da história de sua cachaça – imagine o quanto não se pode descobrir em um alambique que tem 80, 100 anos de história e está na quarta ou quinta geração? Nosso maior desejo é que as pessoas comecem a visitar alambiques de qualidade e, mais do que conhecer todo esse belo trabalho, se sintam tocadas pelas histórias e cultura desse meio. E, claro, que comecem a provar e conhecer todo o potencial das boas cachaças!

MM: Quando você olha para o futuro, como você vê o “Quintal”?

TT: O clube de assinatura é o primeiro passo de muitos que ainda vamos dar para contribuir cada vez mais com o mercado! No futuro, eu vejo o Quintal ajudando cada vez mais o apreciador a encontrar bons produtores e, ao mesmo tempo, auxiliando os produtores a promover seu alambique e seus produtos!


Terra Vermelha Premium

terra vermelha premium

Pé vermelho é a alcunha respeitosa que se dá
a quem nasce no norte do Paraná.

O mesmo respeito se deve dedicar
à terra vermelha que enlameia os pés de quem nasce por lá.

Nome que se dá a uma cachaça de respeito que nada deixa a desejar
a quem aprecia degustar o que melhor a terra dá.

É cachaça orgânica certificada produzida em Assaí. A cidade tem grande influência nipônica o que certamente contribuiu para os rigores e cuidados na produção que culminaram em uma bebida de excepcional qualidade.

Armazenada em tonéis de jequitibá rosa, a bebida ganha suavidade, perde acidez e adquire um delicado sabor adocicado.

Fácil de beber, convida a aceitar de trago em trago como diz o caipira do norte do Paraná.

É motivo de orgulho para um pé vermelho, como eu, ter uma cachaça tão nobre representando o espírito pioneiro de nossa região.


Cor: amarelo claro
Viscosidade: média
Aroma: levemente adocicado
Sabor: suave
Madeira: Jequitibá rosa
Graduação: 40%
Apresentação: garrafa de 750ml

http://www.engenhoterravermelha.com.br


Salinas – umburana

Salinas - umburana

Assim como o carvalho está para o whisky, a Umburana está para a cachaça.

Não há como não se maravilhar com o aroma e o sabor que esta madeira confere à aguardente de cana.

Dirão alguns que resultado lembra notas suaves de baunilha, outros que se trata de uma resposta gustativa emocional aos elementos fisico-quimicos presentes.

Tanto faz, o importante é que a cachaça repousada em tonéis dessa madeira perde acidez, ganha uma coloração amarelada, perfume amadeirado e sabor adocicado.

Existem várias opções disponíveis para repouso, mas quando se deseja desenvolver uma cachaça que atende todos os paladares, umburana, imburana ou simplesmente cerejeira, é a melhor opção.

E foi assim que a Salinas produziu, com sua já apreciada aguardente, essa versão deliciosa de ser provada pura ou em drinks delicados.

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Cor: amarelo claro
Viscosidade: média
Aroma: levemente adocicado
Sabor: suave
Madeira: Umburana
Graduação: 42%
Apresentação: garrafa de 600ml

http://www.cachacasalinas.com.br/


Coluninha Ouro

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Tal qual a cachaça Coluninha Prata que lhe serve de base esta versão também é repousada.

A diferença na versão Ouro está no uso exclusivo de tonéis de carvalho e amburana.

Este processo lhe confere uma cor amarelo pálido e um sabor muito suave.

Ideal para ser consumida pura, se presta muito bem ao preparo de drinks e coquetéis.


Cor: amarelo claro
Viscosidade: alta
Aroma: cítrico que lembra cana de açucar
Sabor: picante, levemente adocidado.
Madeira: mistura de amburana e carvalho.
Graduação: 40%
Apresentação: garrafas de diversos tamanhos formatos e rótulos.
Fones: +55 31 3435 1201
+55 31 3422 0309

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