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Quintal da Cachaça

Quintal da Cachaça

Já reconhecida como produto sofisticado, a cachaça cativa cada vez mais um público exigente ávido por novidades.

Mas encontrar bebidas novas e experimentar sabores variados sem o aval de especialistas é tarefa cara que não raro gera resultados desapontadores.

Então imagine receber em casa todo mês uma cachaça de alambique selecionada e com controle de qualidade assegurada.

Essa é a proposta do Quintal da Cachaça, o primeiro clube de assinantes de cachaça de alambique do país.

O Quintal conta com o apoio de especialistas que viajam pelo país prospectando boas cachaças de alambique.

Uma vez selecionadas elas são especialmente engarrafadas e distribuída aos assinantes em embalagens com duas garrafas e dois cartões que narram a história, avaliação sensorial, harmonização e outros detalhes relevantes que enriquecem a experiência degustativa.

É uma forma confortável e segura de conhecer exemplares raros e pouco difundidos da bebida oficial do Brasil.

Entrevistei Thiago Tavares, um dos sócios, que fala do empreendimento.

Marcelo Marcio: Como surgiu a iniciativa?

Thiago Tavares: A história toda começou depois de uma viagem que fiz a Paraty. Fiquei bastante impressionado pela relação da cidade com a cachaça e com a variedade de alambiques. Na época, eram 7 alambiques e em dois dias visitei todos!

Quando voltei para Campinas, fiquei pensando na quantidade de produtores, sabores e histórias que estão espalhadas pelo Brasil, envolvidos nesse universo da cachaça. Então, durante uma conversa com  meus atuais parceiros (resposta abaixo), decidimos que iríamos trabalhar a cachaça no modelo de assinatura. Assim, poderíamos ajudar o iniciante e o apreciador a conhecer novos alambiques todos os meses e, ao mesmo tempo, ajudaríamos os produtores a encontrar novos consumidores!

MM: Qual a origem (inspiração) do nome?

TT: O quintal (local da casa) foi onde eu contei pela primeira vez essa ideia aos meus atuais sócios. Era lá também onde sempre nos reuníamos para tomar cachaça ou cerveja, trocar ideias, comer. Naturalmente, acabou virando um lugar de reunião entre os amigos. Parece mentira, mas estávamos tomando cachaça quando começamos a pensar no nome que esse clube teria. Depois de algumas sugestões, alguém disse: “Ué! Quintal da Cachaça!”. A criação do nome foi tão espontânea, que só depois fomos reparar que o quintal é, para o brasileiro, o lugar onde se recebe os melhores amigos e onde se faz churrasco. Ou seja, um lugar de convício social e que combina muito bem com o espírito da marvada!

MM: Qual sua relação com a cachaça? 

TT: Comecei a  me interessar por cachaça de alambique na época da faculdade. Eu tinha um amigo que sempre quando íamos no boteco ele pedia algumas doses da Boazinha ou Seleta, mas até então eu não tinha nenhum conhecimento profundo, só a curiosidade.

No entanto, a cachaça começou a ter um sentido diferente a partir do momento em que comecei a viajar, conhecer os alambiques e as suas histórias!

Recentemente, uma coisa curiosa que me aconteceu por causa da cachaça foi descobrir que meu falecido avô produzia cachaça na década de 1940, na Cidade Gaúcha (PR). Isso me deixou bem surpreso e com uma vontade enorme de investigar mais essa historia!

MM  Como é feita a seleção das bebidas que serão incorporadas ao portfólio?

TT: Nossa seleção acontece em três fases: no primeiro momento a gente faz uma lista de possíveis alambiques que podemos visitar em uma região. Com essa lista em mãos, a gente faz a primeira filtragem entrando em contato com  os produtores para fazer algumas perguntas preliminares, como, por exemplo, se o alambique tem registro no MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Se a reposta for negativa, não damos continuidade; Depois, começamos a melhor parte! Fazemos um roteiro e visitamos todos os alambiques que acreditamos que tenham potencial para fazer parte do clube. Durante a visita, estamos preocupados mais com questões técnicas da produção, a higiêne do local e, claro, as peculiaridades que tornam aquele produto  especial. Recolhemos algumas amostras, que são enviadas para a análise sensorial do Dr. Leandro Marelli, um dos maiores especialistas do país quando se fala em cachaça! Se a amostra for aprovada, avaliamos em qual mês vamos colocar aquele rótulo. Alguns meses depois, o associado irá recebê-lo em casa! Tudo isso garante  a segurança alimentar e uma experiência sensorial única para os nossos associados!

MM: Todas as bebidas são embaladas em garrafas com rótulos exclusivos?

TT: Depende. Alguns produtores já possuem em formato long neck e outros não. Quando eles não têm, aí sim, as bebidas são envazadas e rotuladas exclusivamente para nós. Das cinco seleções que fizemos até agora, duas foram feitas exclusivamente para o Quintal (a Flor da Montanha foi uma delas).

MM: É possível obter kits de degustação anteriores ao ingresso do associado?

TT: Em geral, nós não tentamos manter estoque. Mas, claro, se tivermos disponíveis os kits anteriores, é possível obter, sim!

MM: O que mais você gostaria de comentar sobre a cachaça, sua importância cultural e comercial? 

TT: Acredito que estamos em um bom  momento para redescobrir a cachaça. Nos alambiques que venho visitando, cada vez mais, encontro produtores investindo em novas tecnologias, estrutura e no próprio resgate da história de sua cachaça – imagine o quanto não se pode descobrir em um alambique que tem 80, 100 anos de história e está na quarta ou quinta geração? Nosso maior desejo é que as pessoas comecem a visitar alambiques de qualidade e, mais do que conhecer todo esse belo trabalho, se sintam tocadas pelas histórias e cultura desse meio. E, claro, que comecem a provar e conhecer todo o potencial das boas cachaças!

MM: Quando você olha para o futuro, como você vê o “Quintal”?

TT: O clube de assinatura é o primeiro passo de muitos que ainda vamos dar para contribuir cada vez mais com o mercado! No futuro, eu vejo o Quintal ajudando cada vez mais o apreciador a encontrar bons produtores e, ao mesmo tempo, auxiliando os produtores a promover seu alambique e seus produtos!


Terra Vermelha Premium

terra vermelha premium

Pé vermelho é a alcunha respeitosa que se dá
a quem nasce no norte do Paraná.

O mesmo respeito se deve dedicar
à terra vermelha que enlameia os pés de quem nasce por lá.

Nome que se dá a uma cachaça de respeito que nada deixa a desejar
a quem aprecia degustar o que melhor a terra dá.

É cachaça orgânica certificada produzida em Assaí. A cidade tem grande influência nipônica o que certamente contribuiu para os rigores e cuidados na produção que culminaram em uma bebida de excepcional qualidade.

Armazenada em tonéis de jequitibá rosa, a bebida ganha suavidade, perde acidez e adquire um delicado sabor adocicado.

Fácil de beber, convida a aceitar de trago em trago como diz o caipira do norte do Paraná.

É motivo de orgulho para um pé vermelho, como eu, ter uma cachaça tão nobre representando o espírito pioneiro de nossa região.


Cor: amarelo claro
Viscosidade: média
Aroma: levemente adocicado
Sabor: suave
Madeira: Jequitibá rosa
Graduação: 40%
Apresentação: garrafa de 750ml

http://www.engenhoterravermelha.com.br


Salinas – umburana

Salinas - umburana

Assim como o carvalho está para o whisky, a Umburana está para a cachaça.

Não há como não se maravilhar com o aroma e o sabor que esta madeira confere à aguardente de cana.

Dirão alguns que resultado lembra notas suaves de baunilha, outros que se trata de uma resposta gustativa emocional aos elementos fisico-quimicos presentes.

Tanto faz, o importante é que a cachaça repousada em tonéis dessa madeira perde acidez, ganha uma coloração amarelada, perfume amadeirado e sabor adocicado.

Existem várias opções disponíveis para repouso, mas quando se deseja desenvolver uma cachaça que atende todos os paladares, umburana, imburana ou simplesmente cerejeira, é a melhor opção.

E foi assim que a Salinas produziu, com sua já apreciada aguardente, essa versão deliciosa de ser provada pura ou em drinks delicados.

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Cor: amarelo claro
Viscosidade: média
Aroma: levemente adocicado
Sabor: suave
Madeira: Umburana
Graduação: 42%
Apresentação: garrafa de 600ml

http://www.cachacasalinas.com.br/


Coluninha Ouro

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Tal qual a cachaça Coluninha Prata que lhe serve de base esta versão também é repousada.

A diferença na versão Ouro está no uso exclusivo de tonéis de carvalho e amburana.

Este processo lhe confere uma cor amarelo pálido e um sabor muito suave.

Ideal para ser consumida pura, se presta muito bem ao preparo de drinks e coquetéis.


Cor: amarelo claro
Viscosidade: alta
Aroma: cítrico que lembra cana de açucar
Sabor: picante, levemente adocidado.
Madeira: mistura de amburana e carvalho.
Graduação: 40%
Apresentação: garrafas de diversos tamanhos formatos e rótulos.
Fones: +55 31 3435 1201
+55 31 3422 0309

Salvan

Salvan

Produzida na cidade de Céu Azul, às margens do Parque Nacional do Iguaçu.

Integra a Copercachaça – Cooperativa dos Produtores de Cachaça Artesanal do Oeste do Paraná que tem o objetivo de aprimorar e desenvolver a produção da aguardente naquela região.

É uma bebida artesanal, levemente ácida, picante e muito agradável ao paladar.

Esse exemplar de 2012 foi repousado em tonéis de madeira não determinada que suavizaram sua acidez deixando uma coloração amarelo pálido sem acrescentar sabor amadeirado.


Cor: amarelo claro
Viscosidade: baixa
Aroma: alcoólico
Sabor: levemente ácido e picante
Madeira: bálsamo e ipê
Graduação: 39%
Apresentação: garrafas de 600 ml
Fone: +55 45 9974-1176
+55 45 8428-1131

Cachaça Fuzuê em primeiro lugar

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Cachaca Fuzuê é eleita a melhor do estado de São Paulo Bebida ficou em 1º lugar em concurso realizado pela Unesp de Araraquara; entre os concorrentes da categoria não envelhecida representantes de outros estados

A cachaça Fuzuê produzida pelo empresário Erick Zurita, numa propriedade rural de Rio Claro, venceu como a melhor cachaça do estado de São Paulo em uma das categorias do mais recente Concurso de Qualidade da Cachaça, promovido pelo Centro de Pesquisas da Unesp (Universidade Estadual Paulista) em Araraquara.

Os resultados desta que é a IX edição da competição saíram no final de setembro.

A bebida, produzida no Engenho Zurita, localizado no Sítio Esperança, na divisa entre Araras e Rio Claro, teve a nota mais alta entre as concorrentes na categoria “não envelhecida”.

A Fuzuê competiu com dezenas de outras bebidas enviadas por outros produtores, não só do estado de São Paulo, mas também do Paraná, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Para avaliar a qualidade das cachaças participantes, a Unesp levou 60 tipos da bebida a bares e restaurantes, onde clientes foram convidados a degustar e ajudar na escolha, em três categorias – além da que foi vencida pela Fuzuê – também as ‘descansadas’ e as envelhecidas em madeira.

O objetivo do concurso, do qual a Fuzuê já havia participado em edições anteriores, galgando posições até chegar ao topo, é ampliar a divulgação da cachaça no mercado consumidor e também estimular e ajudar os produtores a elevar cada vez mais o padrão de qualidade de seus produtos. “Promovemos palestras e orientações para auxiliar na busca por essa qualidade”, explica Michele Boesso Rotta, pesquisadora da Unesp.

O resultado é considerado excelente pelo produtor, pois trata-se de um produto orgânico. “Não utilizamos qualquer substância ou açúcar para alterar o sabor da bebida”, afirma Zurita. “Essa vitória reafirma nosso compromisso com a qualidade e preservação das características originais da cachaça que produzimos”, complementa.

Produção inteiramente artesanal

Produzida por meios inteiramente artesanais, a Fuzuê é feita com cana-de-açúcar plantada no próprio Sítio Esperança. A cana é moída e a garapa é então aquecida a 30 graus num tanque apropriado.

Após passar pelos processos de fermentação e destilação, o produto libera vapor que, condensado, se transforma na cachaça.

A produção, hoje, é de 80 litros diários, armazenados em barris de madeira para envelhecimento e posterior comercialização em diversas regiões do Brasil e em países do Mercosul.

A vitória no concurso promovido pela Unesp, segundo Zurita, também impulsiona a produção com vistas à expansão do consumo devido à Copa do Mundo e Olimpíadas.

O Engenho Zurita já faz os preparativos para essa expansão, elaborando embalagens especiais em inglês, além de outros materiais e ações de apoio para divulgação. A estimativa é de que as vendas aumentem em 30%. “Verificamos essa perspectiva com base nas vendas realizadas por conta da Copa das Confederações”, explica.

Mais informações, bem como imagens do Engenho Zurita e outros detalhes sobre a fabricação do produto podem ser obtidos no site www.cachacafuzue.com.br.

Em alta no mundo

Segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e investimentos, as exportações de cachaça brasileira em 2012 atingiram US$ 15 milhões. O volume comercializado passou de 8 milhões de litros, evidenciando que a cachaça vem, há muito, deixando de ser considerada uma bebida popular, marcando presença nos badalados circuitos gastronômicos.

Os principais países que compram a cachaça do Brasil no ano passado foram a Alemanha e os Estados Unidos que, inclusive, reconheceram a bebida como exclusivamente brasileira, em contrapartida ao reconhecimento do ‘bourbon whisky’ e do ‘tennessee whisky’ como bebidas elaboradas apenas por produtores dos Estados Unidos.


AR.Press Assessoria de Comunicação
Avenida Leme, 291 – Parque das Árvores – Araras SP
e-mail – ar.press.ararassp@gmail.com


Asa Branca

Asa Branca

Uma boa cachaça entra as tantas que são produzidas em Salinas.

O sabor é levemente ácido e picante, lembrando as boas qualidades da cana-de- açúcar.

Talvez por conta da combinação de bálsamo e ipê em seu armazenamento, o aroma era adocicado e me lembrava erva-doce.

Boa alternativa para refeições mais encorpadas.


Cor: amarela
Viscosidade: baixa
Aroma: amadeirado
Sabor: levemente ácido e picante
Madeira: bálsamo e ipê
Graduação: 45%
Apresentação: garrafas de 600 ml
Fone: +55 38 3841-1410

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