Arquivo do mês: fevereiro 2011

Santo grau – Coronel Xavier Chaves

Santo grau - Coronel Xavier Chaves

Figurando entre as quinze melhores cachaças do país no ranking Playboy 2009 e sendo a única branca, a Santo Grau de Coronel Xavier Chaves destaca-se como a melhor cachaça pura do Brasil.

Não é pouco. Embora as “purinhas” sejam largamente utilizadas no preparo de drinks, a degustação pura é mais frequente entre as bebidas envelhecidas. Isso porque o contato com a madeira reduz a sensação alcoólica da bebida.

Seguindo um modelo diferente de negócio a Natique S/A, detentora da marca Santo Grau, seleciona entre pequenos produtores artesanais de cachaça produtos de qualidade aos quais confere sua marca.

Ciente e responsável, preserva as indicações de origem e safra, cujos cuidados começam no corte manual da cana e na fermentação natural.

A origem do nome é uma referência ao melhor método de produção da cachaça em que se elimina a cabeça e o rabo, preservando-se apenas o corpo da destilação, a melhor graduação, o santo grau.

A Coronel Xavier Chaves é produzida na cidade mineira de mesmo nome pelo mais antigo engenho em funcionamento do país e que teria, inclusive, pertencido à tia e ao irmão de Tiradentes.

Curiosamente, depois de destilada ela descansa em tanques de cimento revestidos de parafina antes de ser engarrafada.

É uma bebida com mais de 250 anos de tradição cuja produção guarda as melhores características de uma deliciosa purinha.


Cor: branca
Viscosidade: alta
Aroma: levemente ácida
Sabor: suavemente picante, ácido e alcoólico
Madeira: não se aplica
Graduação: 40%
Apresentação: garrafas de 750 ml
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Velho alambique

Velho alambique

Cachaça orgânica produzida artesanalmente na pequena e histórica cidade de Santa Tereza,  localizada na serra gaúcha.

Rica em patrimônio histórico que data da colonização italiana nos idos de 1875, preserva na pequena produção desta bebida exclusiva um pouco do patrimônio cultural de sua comunidade.

A colheita é manual e aguarda até a perfeita maturação da cana. Depois de destilada a bebida é ainda armazenada em barris de carvalho ou grápia.

Tudo isso resulta num produto de sabor adocicado marcante de melado da cana.

É uma cachaça fácil de beber, melhor apreciada se bebida após as refeições. Lenta e pausadamente como escorre o tempo nas verdes encostas e vales da Serra Gaúcha.


Cor: dourado
Viscosidade: alta
Aroma: levemente adocicado
Sabor: melado de cana, levemente adocicado
Madeira: carvalho e grápia
Graduação: 39%
Apresentação: garrafas de 50, 160 e 700 ml

http://www.velhoalambique-rs.com.br

 


Clube minas

A cachaça Clube Minas segue uma receita pouco comum ao mercado de destilados brasileiros, mas muito popular em outros mercados.

Assumidamente, ela se apresenta com um “blend”, ou seja, uma mistura de destilados cuidadosamente selecionados e armazenados em tonéis de várias qualidades com o propósito de obter uma bebida única.

O resultado, atestado por diversos prêmios, é uma bebida que remete às melhores qualidades do destilado genuínamente brasileiro.

O repouso é feito em barris de cerejeira (madeira da família da amburana), jequitibá-rosa  e jatobá. Estas últimas madeiras, pouco usuais, conferem uma alma especial à bebida.

A Clube Minas é produzida artesanalmente por um conglomerado de mais de 80 cooperados. Assim a bebida alcança qualidade, preço e capacidade de fornecimento à altura dos grandes produtores industriais. Isso sem perder a característica de produto artesanal.

O modelo alcança tanto sucesso que vem sendo copiado por pequenos produtores de outras regiões do país, interessados em ganhar escala e projeção para seus produtos.

A Clube Minas tem sabor agradavelmente único, revestindo-se de qualidades que lhe permitem ser consumida em qualquer situação por paladares dos mais variados espectros.

Também guarda a característica de ser comercializada em garrafas de 600ml tradicionais, porém transparentes e personalizadas. Algo raro e que cada vez mais se converte em critério de seletividade do produto.


Cor:  amarelo claro
Viscosidade: alta
Aroma: levemente  adocicado
Sabor: picante, sutilmente amadeirado
Madeira: cerejeira, jequitibá-rosa  e jatobá
Graduação: 40%
Apresentação: garrafas de 600 ml

http://www.coocachaca.com


Chico mineiro

Chico Mineiro

Não há roda de viola que não pontue a toada que celebrizou a dupla sertaneja Tonico & Tinoco. Chico, aqui mineiro pois melhor designa a região onde a lenda era narrada, seria o nome de um lendário boidadeiro cujas proezas eram transmitidas por gerações.

Ao lado da canção Menino da Porteira, são as canções mais conhecidas do grande público que enaltecem a figura do peão de boiadeiro.

Mas é em Chico Mineiro que toda a mística do peão se manifesta de forma mais intensa. O trabalho, a amizade, o companheirismo, a devoção à família e também os riscos e tragédias da profissão são ali cantados de forma rústica e poética.

Ao dar este nome a esta cachaça os produtores homenagearam todos os boiadeiros, mas principalmente João Xavier Borges, boiadeiro e depois fazendeiro que em 1922 iniciou timidamente a produção da cachaça cuja tradição se manifesta nesta garrafa.

É uma bebida forte, picante.

O repouso em tonéis de carvalho suavemente disfarça o aroma alcoólico e confere um perfume e sabor agradável.


Cor: branca sutilmente amarelada
Viscosidade: média
Aroma: levemente adocicado
Sabor: picante, sutilmente amadeirado
Madeira: carvalho
Graduação: 40%
Apresentação: garrafas de 50, 355, 600, 700 e 970 ml

http://www.cachacachicomineiro.com.br


Batidinha de frutas

Diferentemente das caipirinhas que são feitas artesanalmente com frutas esmagadas e açúcar, as batidinhas são produtos quase industriais.

Frequentam recepções, festas de formatura, casamentos, aniversários e salas de espera de restaurantes lotados.

São as preferidas das mulheres, quando se apresentam “docinhas” e em pequenas e seriadas doses.

Por essas, a maioria das pessoas costuma pensar que sua confecção é difícil e trabalhosa. Ledo engano.

É muito fácil fazer batidinhas de vários sabores, agitar uma festinha e agradar (principalmente) as mulheres.

Os sabores mais comuns sã0 de coco e maracujá. Mas também é muito fácil fazer de uva, pêssego, abacaxi, caju, chocolate e outros.

Minha receita básica é simples. Utilizo suco concentrado, daqueles encontrados nas gôndolas de supermercado. Poder-se usar suco natural ou mesmo polpa congelada, mas o suco concentrado tem a vantagem de ser fácil de usar e permitir o armazenamento em refrigeração do que sobrar (se sobrar) por alguns dias.

A medida precisa ser adaptada para alguns sabores mais concentrados. O suco de maracujá, por exemplo, é mais forte e deve ser reduzido à metade. A batida de coco é feito com leite de coco (duas garrafas de 200 ml) e a de chocolate usa 200 gramas chocolate em pó (não use achocolatado).

A medida padrão é:

  • 1 lata de leite condensado
  • a mesma medida de cachaça branca
  • 1 garrafa de 500 ml de suco concentrado de fruta

Bata todos os ingredientes no liquidificador e leve à geladeira.

Sirva com gelo, mas atenção, sempre agite antes de servir.

Para quem deseja uma bebida mais leve, entenda-se menos alcoólica, uma alternativa é reduzir à metade a medida de aguardente e substituir por guaraná.

A mesma dica serve para “afinar” a bebida caso ela tenha ficado muito densa. Nesse caso acrescente guaraná aos poucos no liquidificador pois o gás presente na bebida pode causar alguns inconvenientes.

Oportunamente publicarei outros posts contendo fotos e a receita específica de cada sabor.

Se você tiver outras receitas interessantes, compartilhe conosco.


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