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Salinas – umburana

Salinas - umburana

Assim como o carvalho está para o whisky, a Umburana está para a cachaça.

Não há como não se maravilhar com o aroma e o sabor que esta madeira confere à aguardente de cana.

Dirão alguns que resultado lembra notas suaves de baunilha, outros que se trata de uma resposta gustativa emocional aos elementos fisico-quimicos presentes.

Tanto faz, o importante é que a cachaça repousada em tonéis dessa madeira perde acidez, ganha uma coloração amarelada, perfume amadeirado e sabor adocicado.

Existem várias opções disponíveis para repouso, mas quando se deseja desenvolver uma cachaça que atende todos os paladares, umburana, imburana ou simplesmente cerejeira, é a melhor opção.

E foi assim que a Salinas produziu, com sua já apreciada aguardente, essa versão deliciosa de ser provada pura ou em drinks delicados.

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Cor: amarelo claro
Viscosidade: média
Aroma: levemente adocicado
Sabor: suave
Madeira: Umburana
Graduação: 42%
Apresentação: garrafa de 600ml

http://www.cachacasalinas.com.br/


Coluninha Ouro

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Tal qual a cachaça Coluninha Prata que lhe serve de base esta versão também é repousada.

A diferença na versão Ouro está no uso exclusivo de tonéis de carvalho e amburana.

Este processo lhe confere uma cor amarelo pálido e um sabor muito suave.

Ideal para ser consumida pura, se presta muito bem ao preparo de drinks e coquetéis.


Cor: amarelo claro
Viscosidade: alta
Aroma: cítrico que lembra cana de açucar
Sabor: picante, levemente adocidado.
Madeira: mistura de amburana e carvalho.
Graduação: 40%
Apresentação: garrafas de diversos tamanhos formatos e rótulos.
Fones: +55 31 3435 1201
+55 31 3422 0309

Salvan

Salvan

Produzida na cidade de Céu Azul, às margens do Parque Nacional do Iguaçu.

Integra a Copercachaça – Cooperativa dos Produtores de Cachaça Artesanal do Oeste do Paraná que tem o objetivo de aprimorar e desenvolver a produção da aguardente naquela região.

É uma bebida artesanal, levemente ácida, picante e muito agradável ao paladar.

Esse exemplar de 2012 foi repousado em tonéis de madeira não determinada que suavizaram sua acidez deixando uma coloração amarelo pálido sem acrescentar sabor amadeirado.


Cor: amarelo claro
Viscosidade: baixa
Aroma: alcoólico
Sabor: levemente ácido e picante
Madeira: bálsamo e ipê
Graduação: 39%
Apresentação: garrafas de 600 ml
Fone: +55 45 9974-1176
+55 45 8428-1131

Cachaça Fuzuê em primeiro lugar

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Cachaca Fuzuê é eleita a melhor do estado de São Paulo Bebida ficou em 1º lugar em concurso realizado pela Unesp de Araraquara; entre os concorrentes da categoria não envelhecida representantes de outros estados

A cachaça Fuzuê produzida pelo empresário Erick Zurita, numa propriedade rural de Rio Claro, venceu como a melhor cachaça do estado de São Paulo em uma das categorias do mais recente Concurso de Qualidade da Cachaça, promovido pelo Centro de Pesquisas da Unesp (Universidade Estadual Paulista) em Araraquara.

Os resultados desta que é a IX edição da competição saíram no final de setembro.

A bebida, produzida no Engenho Zurita, localizado no Sítio Esperança, na divisa entre Araras e Rio Claro, teve a nota mais alta entre as concorrentes na categoria “não envelhecida”.

A Fuzuê competiu com dezenas de outras bebidas enviadas por outros produtores, não só do estado de São Paulo, mas também do Paraná, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Para avaliar a qualidade das cachaças participantes, a Unesp levou 60 tipos da bebida a bares e restaurantes, onde clientes foram convidados a degustar e ajudar na escolha, em três categorias – além da que foi vencida pela Fuzuê – também as ‘descansadas’ e as envelhecidas em madeira.

O objetivo do concurso, do qual a Fuzuê já havia participado em edições anteriores, galgando posições até chegar ao topo, é ampliar a divulgação da cachaça no mercado consumidor e também estimular e ajudar os produtores a elevar cada vez mais o padrão de qualidade de seus produtos. “Promovemos palestras e orientações para auxiliar na busca por essa qualidade”, explica Michele Boesso Rotta, pesquisadora da Unesp.

O resultado é considerado excelente pelo produtor, pois trata-se de um produto orgânico. “Não utilizamos qualquer substância ou açúcar para alterar o sabor da bebida”, afirma Zurita. “Essa vitória reafirma nosso compromisso com a qualidade e preservação das características originais da cachaça que produzimos”, complementa.

Produção inteiramente artesanal

Produzida por meios inteiramente artesanais, a Fuzuê é feita com cana-de-açúcar plantada no próprio Sítio Esperança. A cana é moída e a garapa é então aquecida a 30 graus num tanque apropriado.

Após passar pelos processos de fermentação e destilação, o produto libera vapor que, condensado, se transforma na cachaça.

A produção, hoje, é de 80 litros diários, armazenados em barris de madeira para envelhecimento e posterior comercialização em diversas regiões do Brasil e em países do Mercosul.

A vitória no concurso promovido pela Unesp, segundo Zurita, também impulsiona a produção com vistas à expansão do consumo devido à Copa do Mundo e Olimpíadas.

O Engenho Zurita já faz os preparativos para essa expansão, elaborando embalagens especiais em inglês, além de outros materiais e ações de apoio para divulgação. A estimativa é de que as vendas aumentem em 30%. “Verificamos essa perspectiva com base nas vendas realizadas por conta da Copa das Confederações”, explica.

Mais informações, bem como imagens do Engenho Zurita e outros detalhes sobre a fabricação do produto podem ser obtidos no site www.cachacafuzue.com.br.

Em alta no mundo

Segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e investimentos, as exportações de cachaça brasileira em 2012 atingiram US$ 15 milhões. O volume comercializado passou de 8 milhões de litros, evidenciando que a cachaça vem, há muito, deixando de ser considerada uma bebida popular, marcando presença nos badalados circuitos gastronômicos.

Os principais países que compram a cachaça do Brasil no ano passado foram a Alemanha e os Estados Unidos que, inclusive, reconheceram a bebida como exclusivamente brasileira, em contrapartida ao reconhecimento do ‘bourbon whisky’ e do ‘tennessee whisky’ como bebidas elaboradas apenas por produtores dos Estados Unidos.


AR.Press Assessoria de Comunicação
Avenida Leme, 291 – Parque das Árvores – Araras SP
e-mail – ar.press.ararassp@gmail.com


Asa Branca

Asa Branca

Uma boa cachaça entra as tantas que são produzidas em Salinas.

O sabor é levemente ácido e picante, lembrando as boas qualidades da cana-de- açúcar.

Talvez por conta da combinação de bálsamo e ipê em seu armazenamento, o aroma era adocicado e me lembrava erva-doce.

Boa alternativa para refeições mais encorpadas.


Cor: amarela
Viscosidade: baixa
Aroma: amadeirado
Sabor: levemente ácido e picante
Madeira: bálsamo e ipê
Graduação: 45%
Apresentação: garrafas de 600 ml
Fone: +55 38 3841-1410

Paraíso – carvalho

Paraíso - carvalho

A primeira vez que ouvi falar da Cachaça Paraíso foi em referência às maravilhas da culinária mineira encontrada em um dos recantos em que ela é comercializada às margens da rodovia Fernão Dias.

Quando se fala em Minas Gerais não dá para esquecer das comida temperada, doces elaborados e cachaças saborosas.

Toma-se “dois dedos” da bendita para entrar no clima. Vai enroscando a prosa, petiscando um torresmo, “bicando” a marvada, engolindo um caldinho de feijão e fechando com uma “talagada” antes de encarar a refeição.

E como esse é o melhor ritual para se saborear tudo isso, bastou o primeiro “trago” dessa “purinha” e não resisti;  já no sábado preparei uma feijoada e no domingo um frango com quiabo e ora-pró-nóbis. Duas refeições que eram precedidas e acompanhadas de singelos sinais do paraíso gastronômico que essa cachaça nos permite alcançar.

Êêê trem bão!
É minha genética mineira falando em primeira mão.

De amarelo ouro claro obtido pelo repouso por dois anos em tonéis de carvalho, esta garrafa de 2011 exala um suave aroma de cana que compõe  agradavelmente com o sabor levemente adocicado.

Tomando agora o último trago, dá vontade de pegar a estrada e seguir o rumo do meu coração.


Cor: amarela
Viscosidade: média
Aroma: amadeirado
Sabor: levemente adocicado
Madeira: carvalho
Graduação: 38%
Apresentação: garrafas de 700 ml
Fone:  +55 35 3251-1237

Puricana

Puricana

Cachaças de Salinas são sempre muito agradáveis e fáceis de saborear.

É o caso da Puricana que guarda uma tradição de mais de 20 anos iniciada com uma pequena produção artesanal destinada a consumo próprio e do pequeno estabelecimento comercial de seu idealizador, Sabino Pinto. Aos poucos a qualidade foi consolidando o mercado e hoje a Puricana é apenas uma dentre as várias marcas e qualidades de cachaça produzidas pela indústria.

O envelhecimento em umburana confere intensa maciez que arredonda e intensifica o doce sabor da cana.


Cor: amarelo dourado
Viscosidade: média
Aroma: levemente amadeirado
Sabor: adocicado, levemente amadeirado
Madeira: umburana
Graduação: 40%
Apresentação: garrafa de 670 ml

http://www.sabinosa.com.br
Fone: +55 38 3841-1589


Paraíso

Paraíso

Cachaça que me chegou pelas mãos de um bom amigo mineiro, exímio preparador de crocantes torresmos  que combinam maravilhosamente com estes doces tragos.

Produzida na cidade de Cambuquira que fica “coladim” em Três Corações, e que faz parte do Circuito das Águas no sul de Minas Gerais.

Repousada em pau-pereira, também conhecida como angelim-rosa, é a primeira bebida apurada nessa madeira que tive o privilégio de provar.

O que vim a saber pelas informações que me foram passadas pelo fabricante é que existem três variedades dessa madeira utilizadas para o envelhecimento e que podem ser combinadas  conforme o propósito que se deseja alcançar.

  • A branca retira a acidez e mantém a coloração natural da Cachaça;
  • Amarela retira a acidez e transmite uma coloração ‘amarelada';
  • Vermelha retira a acidez e transmite uma leve coloração alaranjada.
A mais comum e que foi utilizada no envelhecimento dessa cachaça é a pereira branca.

Foi uma grata surpresa sentir tanto frescor nessa garrafa de 2010.

Branca, aromática e suave. Mesmo parecendo uma bebida forte, entrega suavidade e maciez ao paladar.


Cor: branca
Viscosidade: média
Aroma: neutro
Sabor: alcoólico
Madeira: pereira
Graduação: 38%
Apresentação: garrafas de 700 ml

Utida

Utida

Essa cachaça me foi presenteada por um amigo de Londrina, grande apreciador e colecionador de cachaças.

Produzida na cidade de Cambará, norte pioneiro do PR, este exemplar é denominada de VERMELHA e compõe uma reserva especial com mais de dez anos de armazenamento em barril de carvalho.

O longo repouso reduziu fortemente a percepção alcoólica, deixando a bebida leve mas com sabor acentuadamente amadeirado que não destaca a madeira indicada, parecendo-se mais com um blend.


Cor: marrom claro
Viscosidade: média
Aroma: amadeirado e suavemente adocicado
Sabor: fortemente amadeirado
Madeira: carvalho
Graduação: 38%
Apresentação: garrafas de 700 ml
Ind e Com de Bebidas Lambari Ltda.
Bairro do Lambari – Caixa postal 267
Cambará / PR

Falando de cachaça – parte 2

Aqui um novo encontro com Beto Belini em seu programa Criando Espaço.

Comentamos sobre o participação no prêmio TOP BLOG em que o site Marvada figurou entre os 100 mais na categoria gastronomia.

Também apresentamos a deliciosa cachaça artesanal Dente da Cobra que está sendo produzida em Cascavel e que tem conquistado entusiasmados admiradores.


Dente da cobra

Dente da cobra

Esta garrafa me chegou às mãos acompanhada de uma pergunta capciosa: – Quer provar o doce veneno da serpente ?

Correndo o risco de me dar mal, desfrutei de umas das mais agradáveis surpresas desde que comecei a publicar este blog. E que me chegou de tão perto de casa, que parece mentira que tivesse demorado tanto tempo para esbarrar nela.

Mas revirando a poeira que cobre a destilação deste doce veneno, descobri que ela tem sido produzida em pequenas quantidades desde 1988 de modo artesanal e com rigoroso controle de qualidade suficientes para o aprimoramento da fórmula e do processo produtivo.

Por isso só agora nos chega essa cachaça de virtudes singulares cujo nome é referência à cidade de Cascavel, oeste do Paraná, terra natal de seu criador.

O sabor é quente e agradável, com aromas muito sutis e delicadamente doce.

Leve e alegre. Um doce veneno na medida certa.


Cor: amarelo claro
Viscosidade: média
Aroma: levemente amadeirado
Sabor: levemente amadeirado
Madeira: carvalho
Graduação: 40%
Apresentação: garrafa de 500 ml
Fone: +55 45 9915-3995

Badu

badu

Badu é uma cachaça produzida artesanalmente no simpático Município da Estância Climática de Caconde, extremo noroeste do estado de São Paulo – divisa com o estado de Minas Gerais.

O nome da bebida remete ao apelido de seu produtor, Paulo Badolato, que segue uma tradição de mais de 100 anos de produção iniciada com seus avós imigrantes italianos.

Esta garrafa de 2010 tem cor amarelo claro, levemente esverdeado. Aroma adocicado e amadeirado que lembra sândalo.

O sabor é leve, adocicado com fundo suavemente alcoólico e picante.

Cachaça boa para se beber preguiçosamente pura.


Cor: amarelo claro
Viscosidade: alta
Aroma: adocicado
Sabor: adocicado e alcoólico
Madeira: indeterminado
Graduação: 41%
Apresentação: garrafa de 7o0 ml
Fone: +55 19 3662-1792  /  8171-8862

Weber Haus premium

Weber haus premium

Esta Weber Haus, diferentemente da versão premium analisada aqui anteriormente, é envelhecida por um ano em tonéis de cabriúva – onde perde acidez – antes de passar aos tonéis de carvalho para ganhar cor, aroma e perfume.

Nesta versão da premiada cachaça gaúcha, os elementos se combinam para compor uma bebida suave e agradável, com um toque inusitado de sofisticação.

É uma bebida tão divertida quando aquela versão envelhecida em amburana, e tão fácil de degustar quanto.


Cor: amarelo ouro
Viscosidade: média
Aroma: amadeirado doce
Sabor: levemente adocicado
Graduação: 38%
Apresentação: garrafa de 700 ml.

www.weberhaus.com.br
Fone: +55 51 3563-3194


Falando de cachaça – parte 1

Esta entrevista foi ao ar através do Programa Criando Espaço de 07 de outubro de 2011, capitaneado pelo meu grande amigo Beto Belini, exímio churrasqueiro, apreciador de cervejas e companheiro de cachaça.


Opa

Opa

Esta pequena garrafa de cachaça do OPA guarda segredos que vão além do sabor que apresenta.

Denuncia uma tendência que vem se tornando comum no mercado de grifes de bebidas, bares e restaurante com impacto direto no comércio de destilados.

Desde que a cachaça passou a ser reconhecida como um produto de qualidade agregado à marca Brasil, reproduzem-se os exemplos da Cervejaria Opa de Blumenau que resolveu acrescentar ao seu portfólio de produtos uma cachaça artesanal de qualidade com o seu nome.

Mesmo sendo um produto sem grande expressão mercadológica, demonstra que o mercado está atendo à popularização da cachaça entre o mercado consumidor exigente.

Produzida a 70 anos pela Cachaça Wruck em Luis Alves/SC, trata-se de uma bebida agradavelmente honesta, leve e discretamente adocicada como é típico das bebidas daquela região.


Cor: branca, levemente amarelada
Viscosidade: média
Aroma: pouco alcoólico
Sabor: adocicado e suavemente amadeirado
Madeira: carvalho
Graduação: 39%
Apresentação: garrafa de 120 ml
Fone: +55 47 3377-0077  /  9963-0242

Engano

Engano

Esta cachaça provei num dos lugares mais aprazíveis que conheci, um restaurante encravado na serra da Mantiqueira, Município de Caconde-SP, a Pizza na Roça. Um lugar de cardápio premiado, com filiais em Poços de Caldas e São Paulo e que deveria ser destino obrigatório de todos os que gostam de comer bem.

Melhor ainda com a companhia que desfrutamos.

Assim foi que provei ali algumas cachaças da terra especialmente agradáveis dada a companhia, o clima, o ambiente e a comida.

Entre elas a cachaça do Engano, produzida de maneira artesanal naquela estância climática. Ficou faltando descobrir a origem de um nome tão inusitado.

A frio, algumas qualidades persistem enquanto outras se desfazem. Esta garrafa de 2011 tem aroma alcoólico e sabor intenso e picante.

O sabor ácido certamente seria amenizado por uma filtragem mais apurada e uma seleção mais rigoroso do coração da destilação.

Mesmo assim, uma interessante opção para acalentar as noites frias da serra.


Cor: branca, levemente amarelada
Viscosidade: média
Aroma: alcoólico
Sabor: adocicado e alcoólico
Madeira: indeterminado
Graduação: 40%
Apresentação: garrafa de 7o0 ml
Fone: +55 19 3662-8374  /  3662-1132

Cachaçaria Weber Haus elabora blending histórico de sua 1ª cachaça 12 anos

Weber Haus 12 anos
Rótulo Lote 48 Extra Premium terá edição limitada de 2.000 feita por especialistas

A Cachaçaria Weber Haus prepara o lançamento da sua vida, que este ano chega a 65 anos de empresa e 165 de tradição na elaboração de destilado de cana de açúcar. Uma cachaça artesanal de alambique, envelhecida 12 anos – seis deles em madeira de bálsamo, seis em carvalho francês – elaborada por especialistas reconhecidos pela excelência em degustação de destilados. São eles que escolherão o blend exclusivo a partir da cachaça guardada em 18 pipas. O resultado será um produto único, de colecionador, com apenas 2 mil unidades numeradas. O evento inédito – a escolha do blend– ocupará o alambique e os porões de armazenamento da empresa em Ivoti, na chamada Rota Romântica do Rio Grande do Sul, entre 24 e 26 de janeiro de 2013.

É assim que será elaborado o rótulo Lote 48 Weber Haus 12 Anos Extra Premium, que abrirá 2013 como o principal lançamento da história da cachaçaria. Com direito até a certidão de nascimento. “Cada convidado provará a amostra de uma pipa. Depois de chegarem a um consenso quanto ao melhor blend, a cachaça será engarrafada em público, logo no dia seguinte. Vamos registrar todo processo em ata, para que fique certificado”, revela o diretor Evandro Luís Weber.

Cada participante do blending será recompensado com um exemplar da própria obra – devidamente timbrado com o numeral 0000. A garrafa 0001 será preservada, para futuramente ir à leilão, enquanto a de número 2000 ficará no acervo da empresa. As restantes serão comercializadas em escala de raridade. Evandro explica: “A unidade 1999 será vendida a R$ 701. A partir daí, o preço aumenta em R$ 1 a cada garrafa numerada em ordem decrescente, até atingir R$ 2.699,00, na de número 0002”.

No que tange às garrafas, aliás, cada uma delas foi produzida de modo artesanal, a partir de sopro de vidro reciclado, com dois dias de fornalha. O design é único e personalizado. Para arrematar, todas as peças que ornamentam a embalagem são banhadas a ouro 18 quilates.

Os requintes de apuro e exclusividade no produto foram estabelecidos pelos representantes da quarta geração da família em solo brasileiro para homenagear toda dinastia – que começou a elaborar cachaça no mesmo alambique em 1848.

Hugo e Eugênia Weber, que conduziram o processo de constituição formal da empresa e inauguraram o catálogo comercial com o rótulo Primavera, em 1968, serão os convidados de honra dos filhos Eliana, Mariane, Edete e Evandro, com as respectivas famílias, durante o blending.

“O que eles começaram com a Primavera, tornou-se a marca Weber Haus. O Lote 48 é o nosso reconhecimento ao trabalho deles e o reconhecimento da Weber Haus aos apreciadores da melhor cachaça produzida na mesma terra onde chegaram nossos antepassados”, conclui Evandro Weber.

A parte triste dessa história é que dificilmente eu vou poder provar desta garrafa.


Os números de 2012

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2012 deste blog.

Aqui está um resumo:

600 pessoas chegaram ao topo do Monte Everest em 2012. Este blog tem cerca de 12.000 visualizações em 2012. Se cada pessoa que chegou ao topo do Monte Everest visitasse este blog, levaria 20 anos para ter este tanto de visitação.

Clique aqui para ver o relatório completo


Velha serrana Ouro

velha serrana ouro

Primeira cidade tombada pelo patrimônio histórico, a cidade do Serro é conhecida pela produção de queijos, um patrimônio imaterial daquela região.

A Velha Serrana é mais um exemplar de cachaça que pretende firmar aquela região como uma importante produtora de boas bebidas, ao par de Salinas e Januária.

Produzida com o apelo histórico da Estrada Real que ligava as cidades mineradoras do império ao porto de Paraty, é uma boa cachaça, mas exige paciência para ser apreciada.

Esta garrafa, do primeiro lote de 2009, apresenta sabor muito doce em contraste com uma leve percepção alcoólica.

O armazenamento em barris de carvalho deixa um gosto amadeirado que confunde e não chega a se destacar.


Cor: amarelo claro
Viscosidade: média
Aroma: alcoólico
Sabor: adocicado e alcoólico
Madeira: carvalho
Graduação: 40%
Apresentação: garrafa de 7o0 ml


Santo Grau – Itirapuã

Santo Grau - Itirapuã

O “projeto” Santo Grau, levado a cabo pela Natique S/A, nos apresenta mais um grande exemplar de boa cachaça obtida em sua busca pelo Santo Graal dos puros destilados de cana de açucar legítimamente brasileiro.

Desta vez, o exemplar nos chega das terras paulistas, mas que por pequena diferença não se confunde com Minas.

É de Itirapuã, município do nordeste de São Paulo, tradicional produtor de cana de açucar.

Como percebido nos outros exemplares da Santo Grau (mineira e carioca) esta também se credencia ao rótulo de controle de origem por ser uma bebida que preserva métodos tradicionais de produção, rígido controle de qualidade e excepcional resultado.

Branca, sutilmente amarelada, gosto de pura cana, picante e levemente alcoólica graças ao amaciamento da conservação em madeira. É cachaça que se bebe sem pressa e com gosto, “estalando os beiços a cada bicada”.

Que esta busca pelo cálice sagrado seja interminável enquanto dure a disposição dos seus empreendedores e a criatividade de nossos alambiqueiros.

Certamente renderá boas cepas de outros estados.


Cor: branca
Viscosidade: média
Aroma: cítrico alcoólico
Sabor: picante, cana-de-açucar
Madeira: carvalho e jequitibá
Graduação: 41%

Apresentação: garrafas de 750 ml

Gotas da moenda

Gotas da moenda

De passagem por Porto Alegre, visitei uma feira de produtos orgânicos que acontecia na Usina do Gasômetro, importante centro cultural da capital gaúcha.

Entre os estandes, um expositor perfilava dezenas de coloridas garrafas de licor. Curioso, perguntei se ele tinha cachaça. O jovem abriu um sorriso largo e exclamou: – A melhor !

Comecei degustando a versão extra-premium, envelhecida em tonéis de carvalho por cinco anos. Sabor amadeirado com aroma marcante. Muito boa.

Passei para a envelhecida. Mistura da cachaça extra-premium com a branca. Interessante, mas sem a presença que a anterior havia me deixado.

Limpei a boca com um gole de água e preparei-me para provar a branca. Enquanto me servia, o jovem comentou que seu pai sempre dizia que quem gosta de cachaça prefere a branca.

Provei, e sem me conter exclamei: – A melhor !

O sabor da cana era pungente, adequadamente adocicado e adornado pela sensação picante do álcool.

Bah tchê! É pura água benta.

A Gotas da Moenda é produzida artesanalmente atendendo aos rigores da produção orgânica desde 2002 pelo pai do rapaz que me atendeu. O alambique está instalado no antigo município de Santo Antônio da Patrulha, litoral norte do Rio Grande do Sul, tradicional região produtora de cachaças.


Cor: branca
Viscosidade: média
Aroma: cítrico alcoólico
Sabor: picante, cana-de-açucar
Madeira: não se aplica
Graduação: 40%
Apresentação: garrafas de 700, 355, 160 e 50 ml
http://www.gotasdamoenda.com.br
Fone: +55 51 3334-8426

Nega Fulô

Nega fulô

Das terras altas e preservadas da mata atlântica que envolvem Nova Friburgo, centro-norte do estado do Rio de Janeiro, nos chega desde 1977 uma das mais apreciadas e populares cachaças: a Nega Fulô.

O nome é denso em significados.

Negra Fulô é o título de um poema modernista do fluminense Jorge de Lima.

Popularizado, batizou música, grupos musicais, casas de show e sabe-se lá quantas outras expressões da cultura brasileira.

Fulô, aqui tem o significado de “bonitinha”. Assim, Nega Fulô é substantivo da sensualidade maliciosa e da malemolência sedutora da bela mulher afro-brasileira.

Vem daí a inspiração para a garrafa de cerâmica que melhor expressa o espírito da cachaça produzida na Fazenda Soledade. Observada com atenção, lembra uma mulher de ancas fartas com os braços arqueados e a mão na cintura.

Esta garrafa apresenta uma bebida envelhecida em carvalho com aroma adocicado e sabor suave.

Em outras embalagens encontram-se também versões envelhecidas em jequitibá ou ipê.

São aguardentes estandardizadas a partir de uma cuidosa seleção de produtores que passa ainda por uma segunda destilação, rigoroso blend, repouso e filtragem, conforme bem esclarecem as informações disponíveis no site do fabricante.

São cuidados que garantem uma bebida de qualidade superior que sempre surpreende em degustações puras ou nas inúmeras combinações que se preparam nos melhores bares e restaurantes.

Nestes tempos de milícias politicamente corretas, surpreende que não tenham surgido manifestações fóbicas contra o fato de se atribuir o nome de Nega Fulô a uma legítima branquinha.

Ainda bem.


Cor: amarelo claro
Viscosidade: alta
Aroma: suavemente adocicado
Sabor: levemente alcoólico
Madeira: carvalho
Graduação: 43%
Apresentação: garrafas de 700 ml
http://www.fazendasoledade.com.br/

Mangue Seco comemora dia nacional da cachaça

Mangue seco

Taí o tipo de iniciativa que devia ser seguida à risca por quem produz ou comercializa nossa adorada ‘branquinha’.

No Dia Nacional da Cachaça, 13 de setembro, no restaurante Mangue Seco, todos os clientes ganharão uma dose da cachaça da casa, a Mangue Seco. Os presente ainda concorrerão ao sorteio de duas garrafas da bebida: uma tradicional e uma envelhecida.

A noite começa com um show do grupo Bêbadosamba e segue ao sabor da riqueza gastronômica de nossa brasilidade.

Não posso estar presente. Quem for, tome uma por mim. E se ganhar o prêmio, me chame…

Mangue Seco fica na Rua do Lavradio 23, Centro Antigo (próximo à Prç. Tiradentes). (Quinta-feira às 20h. 18 anos. Tel: 3852-1947 Ingresso R$ 15)

www.mangue-seco.blogspot.com


Santo grau – Paraty

santo-grau-paraty

Produzida desde 1803 por cinco gerações da mesma família, primeiramente à beira mar, hoje ao pé da serra, esta cachaça integra o portfólio da Santo Grau.

Obedecendo à proposta de oferecer produtos de qualidade artesanal e controle de origem, ela é obtida por cuidadosos métodos de produção artesanal. Colheita manual, moagem hidráulica, fermentação natural, alambicagem em cobre. Cuidados que transparecem na cor cristalina, aroma cítrico e sabor levemente alcoólico.

Paraty é referência de boas cachaças e ao lado de Salinas são as únicas cidades com certificação de origem de cachaças.

Nesta garrafa de 2011 transparece o cuidado dedica à sua produção, armazenagem e distribuição. Características de um projeto que se apresenta como uma interessante alternativa para a produção de cachaças de qualidade orientadas para o consumidor refinado.


Cor: branca
Viscosidade: alta
Aroma: suavemente cítrico
Sabor: levemente alcoólico
Madeira: não se aplica
Graduação: 40%
Apresentação: garrafas de 750 ml

Poesia

Poesia

Seria quase acidente, mas não.
Foi uma dor no peito,
como um raio de emoção
que nos rasga ao meio.

Minha filha amada
voando prá longe
em breve temporada
onde a vista não atinge.

Ali, convidativo no balcão
eleita pelo restaurante
a aguardente padrão
me oferece um gole ofegante.

Líquida poesia
me encontra desatento
com fina ironia.

Mas tem talento
que da alma cuida
e nos dá alento.

———————————————

Da Serra da Mantiqueira, sul de Minas Gerais, mais precisamente da Fazenda Santa Fé de Bogotá na cidade de Munhoz nos chega esta cachaça artesanal cheia de personalidade.

Apesar de jovem, começou a ser produzida em 2003,  ela é carregada de simbolismos que remontam ao primórdios da chegada da família de seus produtores à região onde ela é produzida.

Seu sabor levemente alcoólico é amaciado pelo breve repouso em tonéis de jequitibá,  que não afetam sua cor cristalina e tampouco mascaram o aroma cítrico da cana.

Sabor suave, levemente picante, aroma algo verde, fácil de beber.

A garrafa tem formato diferente e o rótulo é uma preciosidade.

É um convite a viver um tempo mais alegre, um ritmo mais lento. Um tempo de poesia.


Cor: branca
Viscosidade: média
Aroma:  adocicado
Sabor: suavemente adocicado e picante
Graduação: 42%
Apresentação: garrafa de 700 ml.

http://www.cachacapoesia.com.br/
Fone: +55 19 3862-9364


Flor de salinas

Flor de salinasA cachaça Flor de Salinas é produzida na fazenda Angico na cidade de Salinas.

É parte do portfólio do mesmo produtor da tradicional cachaça Sabiá, e conserva a experiência de mais de oitenta anos de história.

Repousada em tonéis de bálsamo adquire cor e maciez característicos desta madeira.

Esta garrafa, de 2010 é suave e fácil de degustar.


Cor: amarelo claro
Viscosidade: baixa
Aroma: levemente adocicado
Sabor: suavemente alcoólico
Graduação: 43%
Apresentação: garrafas de 600 e 700 ml.

Fone: +55 38 3841-3753


Meia lua

Meia lua

Mais uma digna representante da estirpe Salinense.

Herdeira da tradição produtora da cachaça Lua Cheia, seu proprietário Ailton Fernandes resolveu homenagear o pai e batizar sua bebida com o sugestivo nome de Meia Lua.

Pela qualidade, pai e filho são mesmo “bola cheia”.

Como é característico de bebidas descansadas por dois anos em tonéis de bálsamo, esta cachaça apresenta coloração clara, sabor suave e aroma agradável.

Apesar de seus 45 % de graduação, ela é muito suave.

Esta garrafa, de maio de 2011 é muito equilibrada e fácil de degustar.


Cor: amarelo limão claro
Viscosidade: média
Aroma: neutro
Sabor: levemente picante
Graduação: 45%
Apresentação: garrafa de 600 ml

www.cachacameialua.com.br
Fone: +55 38 3841-1344


Caribé

Caribé

Mantendo a tradição das bebidas produzidas na região de Januária – Norte de Minas Gerais, a Caribé é uma bebida de personalidade.

Isto se traduz em sabor forte e degustação marcante.

Produzida desde 1947 obedecendo aos princípios estabelecidos pelo patriarca da empresa que leva seu nome, esta cachaça é estandardizada. Ou seja, é produzida mediante a combinação da produção de pequenos fabricantes, ajustada para atender aos critérios de qualidade e finalmente repousada em tonéis de umburana para adquirir maciez, cor, sabor e perfume.

Esta garrafa, muito jovem, foi engarrada ainda em 2012 e apresentou cor e corpo muito equilibrado.

Ideal para acompanhar aperitivos como queijos fortes e embutidos.


Cor: amarelo claro
Viscosidade: baixa
Aroma: levemente adocicado
Sabor: suavemente alcoólico
Graduação: 48%
Apresentação: garrafas de 750, 950 e 2000 ml.

http://www.cachacacaribe.com.br/
Fone: +55 38 3621-1212


Theyloff

Theyloff

Bom Sucesso do Sul é uma pequena cidade do oeste do Paraná distante 40Km de Pato Branco.

Com pouco mais de 3000 habitantes, é um município jovem como tantas outras que surgiram na esteira da constituição de 88.

É de lá que vem a  cachaça Theyloff, produzida por um paranaense que se aventurou por Minas Gerais e trouxe de lá dezessete anos de aprendizado na destilação de boas cachaças artesanais.

Com seu rótulo simples, em garrafas de vários tamanhos (inclusive PET) que identifica em letra cursiva o descanso que a bebida recebeu, pouco entrega o cuidado que recebeu no preparo e o paladar que oferece ao degustador.

Conheci esta aguardente no Bar Therapya, no centro badalado da cidade de Pato Branco. Ambiente agradável especializado em cervejas gourmet, e que tem sua versão personalizada da cachaça Theyloff. Com rótulo descolado, garrafa padrão e poesia que recomenda a degustação conciente, descobre-se que a cachaça pode servir como terapia para as agruras do dia-a-dia.

Provei a branca, a carvalho e freijó.

De um amarelo cristalino, aroma adocicado, sabor agradavelmente amadeirado e suavemente picante, assim é a cachaça descansada em tonel de amburana que degusto enquanto escrevo estas pequenas palavras.

A Theyloff  é boa companhia,
que se degusta sem pressa
enquanto a alma confessa
segredos em terapia.


Cor: amarelo claro
Viscosidade: média
Aroma: levemente adocicado
Sabor: suavemente adocicado e picante
Graduação: 38%
Apresentação: garrafas de 750, 950 e 2000 ml.

Fone: +55 46 3234-1209  /  3523-0479


Corisco

Corisco

Paraty, cidade colonial tombada pelo patrimônio histórico nacional, guarda segredos e é o epicentro de ricos momentos de nossa história.

Por ser porto de saída dos ricos minérios extraídos das minas gerais no período colonial, acabou absorvendo como naquele estado a técnica e o rigor na produção da cachaça.

Hoje, divide com Minas Gerais os melhores roteiros e os mais populares rótulos da bebida símbolo do Brasil.

Entre elas, a Corisco é uma das mais conhecidas e apreciadas. Surgida em 1950, é detentora de Indicação Geográfica que lhe assegura lugar permanente no Circuito da Cachaça de Paraty.

Branca e forte, com seus 47 % de volume alcoólico repousados em tonéis de amendoim, oferece a seus degustadores o rigor das bebidas mais robustas.

É rústica, quente, picante e antes do retrogosto alcoólico apresenta um doce leve que remete ao puro sabor da cana.

Experimente bem gelada !


Cor: branca
Viscosidade: média
Aroma: levemente alcoólico
Sabor: suavemente picante
Graduação: 47%
Apresentação: garrafa de 900 ml.


Weber Haus prata

Weber Haus prata

Contrariando o senso comum, esta cachaça faz questão de sugerir seu consumo “estupidamente gelado”.

Coloquei a garrafa no congelador e depois de algum tempo experimentei e pude confirmar que ficou ainda mais saborosa.

Prática muito comum com outros destilados, como a vodka e o steinhäger, a cachaça não costuma ser armazenada em baixas temperaturas. Entretanto, tal como outras bebidas, ela adquire uma viscosidade e suavidade que tornam sua degustação muito fácil e prazerosa.

Por conta disso, circula a informação não confirmada de que seria proibida a venda em bares e restaurantes de aguardente gelada.

Verdade ou não, a Weber Haus prata que serve de base para a fabricação de todas as versões de cachaça desta destilaria é uma excelente opção para o preparo de sofisticados drinks e aperitivos a base de cachaça.

Também não decepciona na degustação pura.

Gelada então… nem se fala.


Cor: branca
Viscosidade: média
Aroma: levemente alcoólico
Sabor: suavemente picante
Graduação: 38%
Apresentação: garrafa de 700 ml.

www.weberhaus.com.br
Fone: +55 51 3563-3194


Erva doce

Erva doce

A Erva doce se autoproclama a cachaça light de Salinas-MG.

Mesmo sem entender como um destilado pode ser identificado como light, não há como negar que se trata de uma bebida leve e saborosa, qualidade que certamente fazem juz à brincadeira.

Digna representante dos produtos originários de Salinas, a Erva Doce apresenta ainda a vantagem de possuir uma excelente relação custo X benefício.


Cor: amarelo ouro
Viscosidade: baixa
Aroma: amadeirado doce
Sabor: levemente adocicado
Graduação: 39%
Apresentação: garrafa de 670 ml.

http://www.cachacaervadoce.com.br/
Fone: +55 38 3841-1677


Canarinha

Canarinha

Sempre presente em qualquer lista das melhores cachaças do Brasil, a Canarinha é referência de qualidade e carrega uma rica história que se confunde com a melhor tradição da bebida.

Concebida e industrializada por Noé Santiago, sobrinho do lendário Anísio Santiago, a Canarinha ganhou vida em 1981 na fazenda Olinda, distrito de Nova Matrona. Mas somente em 1983 recebeu rótulo e ganhou o mundo nutrindo a fama da cidade de Salinas/MG como celeiro de grandes cachaças.

Hoje, a tradição de alambicagem e repouso por três anos em tonéis de bálsamo, são mantidas pelos netos do senhor Noé.

No que depender deles, a Canarinha continuará a ser uma mas mais saborosas representantes de uma dinastia de mais de 70 anos da arte de produzir o melhor do legítimo destilado artesanal brasileiro.


Cor: amarelo ouro
Viscosidade: média
Aroma: amadeirado suave
Sabor: levemente picante
Graduação: 44%
Apresentação: garrafa de 600 ml.


Dominante

Dominante

Bebida forte, rústica, originária de Montes Claros – MG.

No rótulo apresenta-se como aguardente de cana estandardizada, do que deduzi tratar-se de bebida produzida pela soma do trabalho de pequenos alambiqueiros.

Também não apresenta indicação de que tenha sido envelhecida ou descansada, de modo que a cor levemente amarelada pode ser resultado da adição de algum corante ou caramelo.

Mesmo assim, o sabor não parece artificial como ocorre com a maioria das aguardentes comerciais destiladas em coluna e adoçadas.

Só por isso, reluto em nominá-la como cachaça como o próprio produtor deixou claro ao envasá-la em garrafa que tem o termo cachaça apenas sutilmente indicado no vasilhame.

Nesta garrafa de 2008 encontrei uma aguardente honesta.


Cor: amarelo claro
Viscosidade: média
Aroma: levemente alcoólico
Sabor: picante e suavemente alcoólico
Graduação: 41,4%
Apresentação: garrafa de 600 ml

Fone: +55 38 3223-2900


Dedo de prosa – Ouro

Dedo de prosa - ouro

O que já era bom ficou ainda melhor com o delicado envelhecimento em tonéis de carvalho.

A Dedo de Prosa branca já tinha sido apreciada e comentada aqui anteriormente. Agora ele é enaltecida pelo sabor delicadamente adocicado, levemente amadeirado mas que preserva um aroma neutro.

Excelente para se consumir pura na melhor tradição das boas cachaças.


Cor: amarelo
Viscosidade: média
Aroma: neutro
Sabor: suavemente amadeirado
Graduação: 40%
Apresentação: garrafa de 700 ml

http://www.cachacadedodeprosa.com.br/
Fone: +55 31 3776-7770


Isaura ouro

Isaura ouro

Produzida em Jequitibá – MG, esta bebida é resultado de mais de 25 anos de experiência na produção de cachaças. Por conta desta tradição foi incluída no rol de bebidas oficiais do roteiro da Estrada Real.

A produção é totalmente orgânica, como atesta o Instituto Mineiro de Agropecuária.

Para esta versão ouro, o destilado é armazenado em tonéis de carvalho por três anos.

Recentemente teve sua graduação alcoólica reduzida para 40% tornando-a ainda mais suave. Também foi equipada com um exclusivo bico dosador.

Estes cuidados evidenciam uma atenção maior ao público segundo uma diretriz que a posiciona melhor no mercado internacional.

Tudo isso garantem à Isaura uma suavidade e doçura facilmente percebidos na degustação.

A única nota de consideração, é que esta garrafa envasada em 2008, possuía uma quantidade um pouco maior de resídios do que normalmente se esperaria.


Cor: amarelo ouro
Viscosidade: baixa
Aroma: amadeirado doce
Sabor: levemente adocicado
Graduação: 40%
Apresentação: garrafa de 700 ml.

http://www.cachacaisaura.com.br/
Fone: +55 31 3776-7770


Carcará

Carcará

Carcará já foi cantado e decantado.

Cantado, o pássaro que já foi chamado de águia brasileira virou verso na canção de Chico Buarque (aqui).

Cientificamente é parente distante do falcão. Ave símbolo do cerrado brasileiro que em 2005 passou a representar a ABIN – Agência Brasileira de Inteligência.

Decantado e destilado, tornou-se cachaça na pequena cidade de Paineiras, região central de Minas Geiras.

Como o pássaro que lhe dá nome, esta cachaça é forte, arredia e impõe respeito.

Branca, de sabor e aroma marcadamente alcoólico. Esta garrafa de 2007 guarda um sabor que me fez pensar em cana queimada.

Não chega a descer rasgando, mas demora para pedir outra dose.


Cor: branca
Viscosidade: baixa
Aroma: alcoólico
Sabor: fortemente alcoólico
Graduação: 42%
Apresentação: garrafa de 600 ml.

Fone: +55 34 3211-9100


Néctar do cerrado

Néctar do cerrado

Cachaça produzida na cidade de Monte Alegre de Minas.

Após destilada em alambiques de cobre segundo os melhores preceitos do processo artesanal, repousa por pelo menos 18 meses em tonéis de Amburana, o que confere suavidade à bebida e uma cor brilhante indistinguível do branco.

Seu sabor é adocicado e sutilmente amadeirado distinguindo-se como um produto fácil de beber.

Embora seja produzida por um Engenho relativamente novo, ela demonstra respeito às melhores tradições da cachaça mineira e apresenta qualidade que a destaca entre as muitas marcas de bebida no mercado.


Cor: branca
Viscosidade: média
Aroma: levemente amadeirado
Sabor: adocicado, suavemente amadeirado
Graduação: 39%
Apresentação: garrafa de 700 ml.

http://www.nectardocerrado.com.br/
Fone: +55 34 3211-9100


Caipirinha de carambola

Caipirinha de carambola

Sabor exótico da Índia que já se incorporou à flora tupiniquim, a Carambola é literalmente a estrela deste drink.

De sabor agridoce suave, combina perfeitamente com uma cachaça envelhecida em madeiras de sabor leve como a umburana ou mais adocicada como o bálsamo.

Esta eu preparei com uma carambola esmagada em açucar, duas doses de Claudionor e muito gelo picado.

Experimente esta delícia num fim de tarde quente e ensolarada.

 


Medalha de minas

Medalha de minas

Às vezes encontramos cachaças que nos levam a perguntar: – onde afinal estavam elas?

A Medalha de Minas é bebida dessa estirpe. Nunca ouvira falar, mas experimentando percebi que estava diante de uma bebida leve, suave e saborosa.

Envelhecida em tonéis de amburana, não guarda cor ou sabor acentuado, mas adquire frescor e leveza.

Legítima representante da região do Serro, tradicional produtor de boas cachaças.

Mais precisamente oriunda da Fazenda Horizonte Belo na Estrada Real de Minas Gerais, mesmo produtor da Cachaça Velha Serrana.


Cor: branca
Viscosidade: média
Aroma: levemente amadeirado
Sabor: adocicado, suavemente picante
Graduação: 40%
Apresentação: garrafa de 600 ml.

Fone: +55 38 3541-1673


Lua nova

Lua nova

A Lua Nova é uma cachaça produzida desde 1995 pelo Grupo Salinas com o mesmo rigor e cuidado artesanal em alambiques de cobre na produção de sua irmã Salinas.

Mas ao contrário desta, a Lua Nova é envelhecida em tonéis de umburana o que lhe confere cor, perfume e maciez.

É bebida leve e agradável capaz de atender aos paladares mais apurados.


Cor: amarelo claro
Viscosidade: média
Aroma: levemente amadeirado
Sabor: amadeirado, suavemente picante
Graduação: 42%
Apresentação: garrafas de diversos tamanhos

http://www.cachacasalinas.com.br/


Bento velho

Bento velho

Em Conceição do Mato Dentro, distante 150 quilômetro de Belo Horizonte está localizada a Fazenda Bento Velho.

A partir de canaviais cultivados sem o uso de agrotóxicos é produzida uma cachaça suave, de aroma leve e sabor inicialmente picante e progressivamente adocicada.

Destaque para sua cor castanho claro, resultado do repouso em tonéis de jatobá.

É fácil de beber e concebida para atender ao crescente apetite de consumidores exigentes daqui e do exterior.


Cor: castanho claro
Viscosidade: média
Aroma: levemente adocicado
Sabor: amadeirado e levemente adocicado
Madeira: jatobá
Graduação: 42%
Apresentação: garrafa de 700ml

Coluninha

Coluninha

Produzida desde 1995 foi batizada em homenagem à cidade de Coluna, localizada no nordeste de Minas Gerais.

É uma cachaça branca e de aroma adocicado, apesar do envelhecimento por dois anos em dornas de madeira nobre o que lhe confere um sabor complexo e único.

Na fabricação da coluninha é empregada a tripla filtragem, processo muito utilizada na fabricação de outros destilados.

Alardeado como peça de propaganda marketing, a tripla filtragem é capaz de eliminar todos os resíduos e proporcionar uma uniformidade de sabor. Mal utilizada, pode resultar um produto muito pasteurizado, inodoro e sem sabor.

A coluninha, combinando métodos artesanais, processos orgânicos e modernas técnicas se apresenta como uma grata surpresa de qualidade e sabor diferenciados que agradam paladares exigentes.


Cor: branca
Viscosidade: alta
Aroma: levemente adocicado
Sabor: cana adocicada e picante.
Madeira: mistura de amburana, jequitibá, ipê, castanheira do pará e carvalho.
Graduação: 40%
Apresentação: garrafas de diversos tamanhos formatos e rótulos.
Fone: +55 31 3422 0309

Hanavilhana

Hanavilhana

Saborosa aguardente produzida na cidade de Rubelita/MG, distante 30 quilômetros de Salinas, motivo pela qual estampa no rótulo o nome da cidade que já virou grife de cachaça.

De cor amarelo ouro claro, mas intenso, contrasta com o sabor delicado desta bebida engarrafa em 2005.

Embora tenha 45 graus, ela é leve e adocicada. Decerto como consequência do repouso em tonéis de bálsamo.

O nome não consegui decifrar, mas certamente tem alguma semelhança com a maravilha que é desfrutá-la.


Cor: amarelo ouro claro
Viscosidade: alta
Aroma: levemente adocicado e amadeirado
Sabor: adocidado, amadeirado
Madeira: bálsamo
Graduação: 45%
Apresentação: garrafas de 600 ml
fone: +55 38 38413579

Massayó

Massayó

Existe um conjunto de cachaças produzidas artesanalmente em regiões turísticas que se prestam a atender ao desejo de consumo dos que ali visitam.

É o desejo de possuir ou presentear com algo diferente e inusitado e que evoque as tradições e a cultura do local visitado.

Praticamente todas as regiões turísticas exploram esta ideia em maior ou menor grau. Já encontrei cachaças como esta em praticamente todas as cidades litorâneas que visitei.

Em Maceió um amigo encontrou esta cachaça e, atendendo aos apelos do turismo comprou-a e me presenteou. O nome vem do riacho que corta a cidade e significa “terra alagadiça” em linguagem indígena.

A Massayó é uma bebida de sabor leve e adocicado mas muito diferente daquilo que convencionamos chamar de cachaça. Sua cor amarelo ouro e seu sabor amadeirado deixam uma sensação estranha no paladar que desaparece rapidamente graças ao pequeno tamanho da garrafa.

Bebidas como esta raramente se destacam pelo sabor, mas carregam recordações envoltas em riqueza cultural que justificam sua aquisição.


Cor: amarelo ouro
Viscosidade: baixa
Aroma: levemente adocicado
Sabor: levemente adocicado
Madeira: carvalho
Graduação: 40%
Apresentação: garrafa de 220 ml


Caipirinha de tangerina

Caipirinha de tangerina

Para sair do comum uma boa dica é experimentar caipirinhas com frutas cítricas variadas.

Uma excelente opção é a tangerina, também chamada de mexirica, bergamota ou mimosa. Não confundir com a poncã que é maior, de sabor suave e mais cascuda.

Originária da Ásia, a tangerina é pequena e muito cheirosa. Descascar uma basta para perfumar o ambiente.

De boa acidez, presta-se perfeitamente ao preparo de drinks, doces, compotas e diversos pratos . Meu chá preferido é o famoso “Earl Grey“, que leva óleo de bergamota em sua formulação.

Relembrando que para ser chamado de caipirinha o drink  precisa ser feito com cachaça e frutas esmagadas, vamos ao passo-a-passo do preparo desta delícia.

PASSOS:

  1. Descasque a tangerina usando apenas as mãos;
  2. Remova o excesso da película branca que reveste os gomos e separe-os;
  3. Coloque no copo, adicione  uma colher de açucar e esmague com o pilão;
  4. Adicione alguns filetes de pimenta dedo-de-moça para dar um sabor picante e esmague um pouco mais;
  5. Deixe descansar por alguns minutos. Isso apura o sabor da bebida;
  6. Acrescente o gelo picado e uma dose e meia de uma boa cachaça branca.

DICA: Não prepare com muita antecedência pois a tangerina, assim como o limão, oxida facilmente alterando o sabor da bebida.


Século XVIII

Século XVIII
Cachaça branca, muito forte, picante e com acentuado gosto de cana. Assim eram primeiras cachaças produzidas respeitando a mais pura tradição sucroalcooleiro. Será ?

Se depender do mais antigo engenho em funcionamento, assim era a bebida que se consumia no século XVIII. Por isso mesmo, é o nome do destilado produzido no Engenho Boa Vista, localizado na cidade de Coronel Xavier Chaves, próximo à cidade de Tirandentes.

Consta que teria funcionado na fazenda do Padre Domingos da Silva Xavier, irmão mais velho de Tiradentes.

Seis gerações separam os pioneiros produtores do atual proprietário, Sr. Rubens Chaves que a mais de 30 anos preserva os métodos tradicionais de produção artesanal imerso numa paisagem bucólica.

A século XVIII serve ainda de base para a produção da cachaça Santo Grau – Coronel Francisco Alves, já analisada aqui.

Tradicionalmente o destilado envelhecia em tanques de cimento revestidos de parafina antes de ser engarrafada. Por determinação do Ministério da Agricultura, o envelhecimento passou a ser feito em tanques de aço inox.

Esta garrafa degustada é do lote 3 da produção de 2007, de sabor mais forte, ácido e picante que aquela engarrafada em 2010 para a Santo Grau.

É uma purinha que merece ser degustada embalando a prosa de amigos.


Cor: branca
Viscosidade: alta
Aroma: levemente ácida
Sabor: picante, ácido e alcoólico
Madeira: não se aplica
Graduação: 40%
Apresentação: garrafas de 750 ml
Fone: +55 32 33571238

Dedo de prosa na cozinha

Polenta com frango

Numa noite de domingo estava eu conferindo meus e-mails quando me deparo com uma mensagem curta de um certo Felipe de um site chamado Mapa da Cachaça, elogiando o trabalho que desenvolvo no meu blog Marvada e me convidando a conhecer o trabalho dele.

Fui, vi e gostei como é impossível não gostar de algo feito com tanto capricho, qualidade e talento.

Na noite seguinte recebo outro e-mail de uma certa Gabriela comentando que visitou meu blog culinário Restô d’Ontê e me convidando para visitar um projeto que ela estava desenvolvendo denominado …. Mapa da Cachaça ?!?

Perálá, o mesmo site? Eles se conhecem e não tinham trocado informações sobre mim ou meus projetos? Santa coincidência!

Descubro que Felipe Jannuzzi e Gabriela Barreto são sócios, apaixonados por cachaça e encabeçam uma competente equipe na empreitada de valorizar a cachaça como patrimônio nacional.

Doce conspiração dos astros para reunir coisas boas.

O projeto Mapa da Cachaça é algo tão bom e está crescendo tão rápido que ao escrever estas palavras todos os que as leem certamente já o conhecem. Mas não posso deixar de citar esta estranha sucessão de eventos que me aproximou deles e que permitiu que timidamente eu pudesse contribuir e beber um pouco do seu sucesso.

Em 22 de julho tive uma receita de Polenta com frango e sua história particular publicada.

Foi uma sensação gratificante que espero poder repetir sem moderação.

Felicidades, sucesso e vida longa ao Mapa da Cachaça e a toda sua equipe.


Cana Bacana

Cana Bacana

Cana Bacana é uma cachaça “prá inglês beber“. Sem trocadilhos, esta saborosa e honesta aguardente nasce internacionalizada acompanhando o interesse pela nossa bebida do mercado de consumo estrangeiro.

O nome é descolado, o rótulo lembra as calçadas de copacabana e o sabor é delicado.

Duplamente destilada, os rigores da cachaça artesanal são suavizados e a bebida se torna um pouco “pasteurizada”. O sabor é então aveludado pelo repouso em tonéis de carvalho que a tornam suavemente amadeirada e levemente adocicada.

Produzida no litoral norte de Santa Catarina, na cidade de Garuva – SC, guarda as características das cachaças catarinenses, leves, fáceis e quase superficiais.

É cachaça facilmente degustável e que pode agradar paladares sensíveis, Brazil and beyond


Cor: amarelo claro
Viscosidade: média
Aroma: levemente amadeirado
Sabor: amadeirado, suavemente adocicado
Graduação: 40%
Apresentação: garrafa de 700 ml

http://www.multidrink.com.br/


Providência

Providência

Chego em casa, sexta-feira, naquela abstinência.
Dias de contas a pagar, problemas a tratar.
No planalto corrupção, na Europa depressão, no Oriente repressão.

Tanto problema sem solução !
É preciso se acalmar e uma solução encontrar.
É preciso tomar uma providência.

E assim começo a contar a experiência que é degustar esta cachaça que já foi a preferida do ex-presidente Juscelino Kubitschek.

Surpreende que seja uma cachaça tão leve e suavemente adocicada sendo branca.  Não registra que seja, mas o descanso em tonéis de umburana certamente contribui para a leveza de seu paladar.

Segredos de uma produção que remonta aos anos quarenta quando começou a ser produzida na cidade de Buenópolis – MG.

Um bom amigo mineiro me contou que de tão apreciada, seu estoque evapora, como que por encanto, toda vez que sua esposa organiza jantares entre a amigas.

Ele meneia a cabeça e argumenta que vai ter que tomar uma providência, se ainda sobrar cachaça.


Cor: branca
Viscosidade: alta
Aroma: adocicado
Sabor: cana-de-açucar, suavemente adocicado
Graduação: 47%
Apresentação: garrafas de 600 ml

wagnerdaprovidencia@hotmail.com
Fone: +55 3837561174


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